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	<title>MMM - Mamãe com M Maiúsculo...</title>
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	<description>Maternidade: experiência para toda a vida</description>
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		<title>Tô na mesa, pessoal!</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 03:01:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre qualquer coisa]]></category>

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		<description><![CDATA[
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/541288_169670289827394_131553713639052_232463_1173796417_n.jpg" alt="" width="620" height="730" /></p>
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		<title>Na semana do Dia das Mães&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 15:24:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; um presente para ficar na memoria&#8230;
Meu relato de parto cesárea dado à Jornalista Renata Losso (SP), para o site IG Delas&#8230;
http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-me-por-ter-optado-pela-cesarea.html

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; um presente para ficar na memoria&#8230;</p>
<p>Meu relato de parto cesárea dado à Jornalista Renata Losso (SP), para o site IG Delas&#8230;</p>
<p><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-me-por-ter-optado-pela-cesarea.html">http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-me-por-ter-optado-pela-cesarea.html</a></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i0.ig.com/bancodeimagens/23/4a/jt/234ajt300pvzp1vf5yo4fvws1.jpg" alt="" width="456" height="286" /></p>
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		<title>E o Oscar vai para&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 12:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; Mirela, por sua atuação no filme &#8220;Por favor, olhem para mim!&#8221;


Gente, minha menina é uma mini atriz!
Ela está numa fase que quer chamar a atenção para si, mesmo que isso signifique atrapalhar nossas conversas ao telefone, nossos diálogos em familia ou nos impedir de usar o smartphone ou o laptop.
A moda dela é nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8230; Mirela, por sua atuação no filme &#8220;Por favor, olhem para mim!&#8221;</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Gente, minha menina é uma mini atriz!</p>
<p>Ela está numa fase que quer chamar a atenção para si, mesmo que isso signifique atrapalhar nossas conversas ao telefone, nossos diálogos em familia ou nos impedir de usar o smartphone ou o laptop.</p>
<p>A moda dela é nos deixar de coração mole, nos chamando por diminutivos. Se saio de perto dela porque tenho que resolver algo pelo computador, ela começa: &#8220;mamãeeeee, MAMÃEZINHAAAA!&#8221;  Se o pai vai para o escritorio trabalhar, lá vai ela procurando-o: &#8220;papaiiiiiii, PAPAIZINHOOOOO!&#8221; Outro dia, estávamos num sitio e minha irmã saiu na frente com os filhos em direção ao galinheiro e não esperou por nós; Mirela apelou: &#8220;titia, TITIAZINHAAAA!&#8221; Quem é que resite a esses chamados tão carinhosos? Claro que ela já percebeu que com este apelo dramático as atenções se voltam para ela&#8230;</p>
<p>A outra modalidade de interpretação menos agradável é o famoso &#8220;grito&#8221;. Estamos conversando à mesa, ou no carro, eu e o pai, e ela começa a falar bem alto qualquer coisa, para atrapalhar a conversa. O que fazemos? A principio, dá vontade de desistir da conversa, mas temos procurado não dar cabimento aos apelos e continuamos conversando por algum tempo, também elevando o nível da voz, até que um dos dois desiste e diz: &#8221; ah, deixa pra gente conversar depois!&#8221;  Hein, como assim?  Depois, quando???</p>
<p>As vezes conversamos e damos atenção a ela ao mesmo tempo. Aí a conversa vira samba de crioulo doido: &#8220;ah, hoje caminhei&#8230; peraí, Mirela, segura a xícara!&#8230;caminhei na pracinha&#8230;não disse que você ía derramar o leite! &#8230;e encontrei&#8230;quer mais pão?&#8230;minha amiga que não via!&#8230; filha, você já passou a margarina!&#8230;tsctsctsctsc&#8230; E o ser ouvinte fica assim, meio sem saber o que fazer, se espera eu concluir a frase, se me ajuda a concluí-la, se distrai Mirela enquanto eu falo o que quero, ou se levanta e vai embora. Afe!</p>
<p>E inventa outras artimanhas: nos chama para dançar, para pular, ou diz &#8220;vem, vem comigo!&#8221; E é insistente, meirmão! rsrsrsrsrsrsr</p>
<p><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/05/oscar1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1626" title="oscar1" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/05/oscar1.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a></p>
<p>A modalidade &#8220;jogar-se no chão&#8221; foi incorporada ao seu portfolio de atriz recentemente. Por enquanto, só atuou em casa mesmo. Ainda não ousou demonstrar sua capacidade de interpretação nos palcos de supermercados e lojas, como a maioria dos atores mirins. Nossa postura tem sido de ignorar o fato. Se é contrariada, ela tipo finge que caiu no chão e diz: &#8220;ops, caiu!&#8221; Aí a gente diz: &#8220;ah, caiu? levanta!&#8221; E não dá mais bola. Ou se joga no chão sentada e bate as pernas no chão. O que fazemos? Lançamos um olhar de reprovação, não falamos nada e simplesmente ligamos o &#8220;to ignore&#8221;. Em segundos a pequena atriz se arrepende da atuação, estende os bracinhos e diz: &#8220;vem, mamãe, vem!&#8221;. Nessa hora de rendição, eu a seguro nos braços e digo o que não poderia ser feito. Daí em diante, o drama acaba. E ela até desconversa, acredita?</p>
<p>Ah, e tem a tentativa de suborno! Quando está prestes a levar uma bronca por ter, por exemplo, subido na janela, ela faz um bico e diz: &#8220;um beijo!&#8221;. E tem também o apelo a terceiros: quando eu não a deixo fazer algo, ela corre para o pai, chorosa, tipo pedindo que ele a autorize, e aí eu solto a frase que eu jamais imaginei falar tão cedo: &#8220;e não adianta pedir ao seu pai!&#8221;</p>
<p>Gente! Tão pequena e tão astuta! Com quem aprende essas coisas, hein? Deve estar frequentando umas aulas de interpretação&#8230;Talvez na escola, hum?</p>
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		<title>MMM Concorrendo ao prêmio Peixe Grande, Categoria Blog &#8211; Vote!</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 16:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre qualquer coisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Nosso blog está inscrito para concorrer no Prêmio Peixe Grande.
Para votar, basta clicar no link abaixo!
A nossa vitoria será sua também, afinal nós fazemos o blog juntos!



]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso blog está inscrito para concorrer no Prêmio Peixe Grande.</p>
<p>Para votar, basta clicar no link abaixo!</p>
<p>A nossa vitoria será sua também, afinal nós fazemos o blog juntos!</p>
<p style="text-align: center;"><a onclick="window.open('http://www.peixegrande.com.br/voto/votar.asp?key=5540704B5B0C1B5349450B14504B4E0C0D5B4B40F3D6DF829E0D58EF7F9AAF218C64C5','peixegrande','width=570,height=440')" href="javascript: void(0);"><img class="aligncenter" src="http://www.newwws.com.br/imagesarteccom/selo_votar_peixegrande_2011.png" border="0" alt="Selo peixe Grande 2011" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
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		<title>Lições da infância</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 18:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre qualquer coisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu devia ter uns 8 ou 9 anos quando participei de um campeonato de atletismo nos jogos da escola. Corri com toda a força que tinha e acabei em segundo lugar. Não sei por qual motivo, mas a escola decidiu que apenas o primeiro lugar ganharia medalha. Lembro da minha frustração transformada num berreiro, choro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu devia ter uns 8 ou 9 anos quando participei de um campeonato de atletismo nos jogos da escola. Corri com toda a força que tinha e acabei em segundo lugar. Não sei por qual motivo, mas a escola decidiu que apenas o primeiro lugar ganharia medalha. Lembro da minha frustração transformada num berreiro, choro de quem se sentiu injustiçada, até que resolveram me dar umamedalha de prata, sem pódio, sem honras&#8230;<br />
Veja só como isso ficou guardado na minha memoria!</p>
<p>Moral da historia:<br />
1) muitas vezes as pessoas não reconhecem nossos esforços;<br />
2) segundo lugar não é primeiro; as vezes só tem &#8220;medalha&#8221; pra quem chega na frente;</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Engraçado que postei isso ontem no Facebook. Hoje, fui incluída numa promoção entre mamães blogueiras de Fortaleza, promovida pela Unimed Fortaleza, na qual terei que correr muito para alcançar o primeiro lugar, que ganhará um iPod Shufle. O segundo lugar não ganhará nada! rsrsrsrs</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Outra coincidência engraçada: esta semana, comecei a caminhar. Ontem, estava pensando: preciso de um mp3, mp4, iPod, qualquer coisa pra ouvir um sonzinho enquanto ando!&#8230; Olha só! Eis que meu pedido está próximo de ser atendido! Basta ter a colaboração de vocês!</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Quer ajudar a mama aqui a conquistar o primeiro lugar e apagar de vez da memoria o fato ocorrido na infancia? rsrsrsrsr</p>
<p>Quer dar uma forcinha e incentivar as minhas caminhadas matinais? rsrsrsrs</p>
<p>Você que curte nosso blog, de todo o Brasil, do mundo inteiro, pode ajudar! Tem conta no Facebook? É só clicar no link abaixo e curtir a NOSSA FOTO! Aproveitem e compartilhem! Eu e Mirela agradecemos!</p>
<p>LINK DA PROMOÇÃO:</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.400484793319111.95497.395019977198926&amp;type=3">https://www.facebook.com/media/set/?set=a.400484793319111.95497.395019977198926&amp;type=3</a></p>
<p><img class="aligncenter" title="ESSA É A NOSSA FOTO! CURTIU? ENTRA NA FAN PAGE DA UNIMED FORTALEZA E CURTE A FOTO! APROVEITA PRA COMPARTILHAR COM SEUS AMIGOS!" src="https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/548026_400485223319068_395019977198926_1249532_1640039049_n.jpg" alt="" width="640" height="480" /></p>
<p>Ah, tem promoção pra todas as mamães também. Estou concorrendo entre blogueiras pré-selecionadas pela Unimed Fortaleza, mas qualquer mama pode participar de uma promoção igual que corre em paralelo! Acesse o link <a href="http://on.fb.me/eu-curto-muito-minha-mae" target="_blank">http://on.fb.me/eu-curto-muito-minha-mae</a></p>
<p>e veja como é fácil! Boa sorte pra vocês também! E não esqueçam de me avisar da participação de vocês para eu ir lá curtir!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>HAPPY BLOGDAY!!!</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 10:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[
Depois do suspense, enfim o motivo da contagem regressiva &#8211; o aniversário do blog.
Engraçado  que quem me deu a ideia de fazer a contagem regressiva até o dia de hoje, foi a Mirela. Estávamos na casa da minha mãe na sexta feira, dia 20, e assim, do nada, ela começou a contar de trás pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/bolo.002.png"><img class="size-full wp-image-1577 alignleft" title="bolo.002" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/bolo.002.png" alt="" width="241" height="225" /></a></p>
<p>Depois do suspense, enfim o motivo da contagem regressiva &#8211; o aniversário do blog.</p>
<p>Engraçado  que quem me deu a ideia de fazer a contagem regressiva até o dia de hoje, foi a Mirela. Estávamos na casa da minha mãe na sexta feira, dia 20, e assim, do nada, ela começou a contar de trás pra frente: 5,4,3,2,1. Eu e minha mãe nos entreolhamos sem entender muito bem o feito que ela acabara de realizar e então, ela repetiu&#8230; Vai saber quem anda ensinando essas coisas pra ela! Certeza que na escola não é, porque isso não é assunto de uma turma de infantil II, não meeeeesmo!</p>
<p>Então foi aí que resolvi  fazer o teaser da contagem regressiva na nossa fan page do Facebook. Engraçado mesmo foi ler os palpites, todos girando em torno de uma nova gravidez. Pura ilusão! Até o presente momento, Mirela é filha única, ainda&#8230;</p>
<p>Talvez algumas palpiteiras fiquem decepcionadas e digam: ah, era só isso? Mas deixa a mama aqui explicar. Eu sou apaixonada por datas! Sei a data de muitos acontecimentos da minha vida e, se forem motivos para serem comemorados, eles são. Assim é com o blog&#8230;</p>
<p>Essa página foi gerada por um ser masculino, Papai Ju, e parida por mim há exatos 3 anos. Durante todo este tempo, ela foi cuidada por nós dois: ele no layout, nas dicas; eu nos textos. E foi apadrinhada por muitos; os quase 300 mil acessos mostram que tem muita gente cuidando da existência dele também. E assim, esse nosso filho mais velho digital foi alimentado, ganhou corpo e hoje está assim, moderno, com cara de profissional, mas sem deixar de ser o nosso sitio aconchegante na internet.</p>
<p>Se conseguem perceber, não sou uma blog writer que está aqui para defender grandes causas, lutar por bandeiras ou militar por algo que julgue que pode mudar o mundo. Estou aqui, desde o começo, despretenciosamente expondo minhas experiências como grávida e mãe, e só! Dando minha cara a tapa, muitas vezes, eu sei, mas tudo isso pelo simples prazer de compartilhar experiências fazendo uma das coisas que mais me faz bem: escrever. Foi daí que surgiu uma frase que publiquei certa vez: <strong>não pretendo ser formadora de opinião; quero apenas expôr a minha</strong>! Aliás, sobre muitas coisas, eu nem mesmo tenho opinião&#8230;</p>
<p>Meu prazer é pegar um tema que estou vivendo e mesmo sem contexto, desenrolar um artigo. Eu adoro isso! A maluca da aula de redação que adora dissertar, além de narrar e descrever, é claro! E me pedir para escrever sobre o que estou vivendo é me dar pano pra fazer manga!</p>
<p>Um dia me perguntaram como eu começava a escrever um post. Depois de pensar um pouco, lembrei do que uma escritora que escreveu em sua autobiografia: começo tendo um título; se tenho um bom título, tenho um texto; se não tenho um bom título, o texto não flui. Simples assim. De repente, vem na minha cabeça um título sobre o assunto em voga aqui em casa ou pelo mundo e daí, tcharammm, fico me coçando para sentar e dissertar. Enquanto não escrevo, não sossego! Eu amo isso!</p>
<p>Aqueles seis meses negros em que o blog ficou congelado, sem novos posts, foram meses de total escuridão de ideias e  criatividade. Nunca imaginei que ficaria tanto tempo sem escrever&#8230; Será que foi porque fiquei todo esse tempo também sem ler? É, porque pra mim, uma coisa puxa a outra. Em geral, quem gosta de ler, curte escrever também; e eu sou assim.</p>
<p>Enquanto colocava a pequena Mirela para dormir, lembrei de algumas coisas que aconteceram durante esses 3 anos e que ganharam postagens. E para lembrar de alguns detalhes, só mesmo relendo os posts. Então é assim mesmo, para mim, o blog é um caderno de memórias compartilhadas, ou melhor escancaradas pelo planeta terra, pois serão lidas em qualquer canto que haja um ser que leia em português. Talvez alguém lá na Indonésia, ou na China esteja lendo agora, quem sabe?&#8230;</p>
<p>Aprendi muita coisa com os compartilhamentos públicos, os comentários &#8220;pra cima&#8221;, as críticas. E refleti muitas vezes sobre determinado assunto  enquanto escrevia sobre ele. As vezes, os textos funcionam como autoreflexões e o que pareço estar falando para você, estou falando para mim mesma!</p>
<p>Não peço &#8220;likes&#8221;, não peço que pelamordedeus comentem, pois sei que tudo isso fica bem melhor quando é espontâneo. Um bom comentário, é aquele que vem da alma, sincero, porque quis ser escrito e não por ter sido pedido. Estou sim alfinetando blogs que só faltam implorar por comentários&#8230;não gosto disso. Fico imensamente feliz quando recebo comentários do tipo &#8220;leio seu blog há dois anos e nunca comentei, mas neste texto eu me identifiquei e quis comentar.&#8221; Ou, &#8220;nunca tinha comentado, mas nesse, tinha que comentar.&#8221; Pronto! Fico feliz quando um texto &#8220;bate&#8221;, de alguma forma, com a pessoa. E a consequência disso é um comentário, mutias vezes emocionado, outras vezes contido, outras vezes como desabafo enviado mas que não quer ser publicado&#8230; É assim que vale mais a pena!</p>
<p>Se você acha que tudo isso não é motivo bastante para comemorar é porque não entende o quão importante é para mim escrever&#8230; Adoro fazer isso. Por mim e PRA VOCÊ!</p>
<p>Obrigada por me acompanhar nesse livro aberto que eu mesma não sei quando terá fim, afinal, A MATERNIDADE É UMA EXPERIÊNCIA PARA TODA A VIDA&#8230;</p>
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		<title>Vamos viajar como nossos filhos?</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 11:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[dia do livro infantil]]></category>
		<category><![CDATA[literatura infantil]]></category>
		<category><![CDATA[sugestão de livros infantis]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Vamos viajar, filha?!
Pra onde, mamãe?
Pra onde você quiser! É só escolher o livro&#8230;&#8221;
Um  livro é como uma viagem. Daquelas viagens que a gente não quer que tenha volta&#8230; Daquelas que a gente quer ir, ir, ir até onde a vista não alcançar mais&#8230; Daquelas que a gente vai com a roupa do corpo, sem dinheiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1560" class="wp-caption aligncenter" style="width: 501px"><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/SAM_2108.jpg"><img class="size-full wp-image-1560  " title="SAM_2108" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/SAM_2108.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">Direto do acervo de Mirela, três sugestões bem diferentes... Escolha a sua e embarque rumo a emoção!</p></div>
<p><strong>&#8220;Vamos viajar, filha?!</strong></p>
<p><strong>Pra onde, mamãe?</strong></p>
<p><strong>Pra onde você quiser! É só escolher o livro&#8230;&#8221;</strong></p>
<p>Um  livro é como uma viagem. Daquelas viagens que a gente não quer que tenha volta&#8230; Daquelas que a gente quer ir, ir, ir até onde a vista não alcançar mais&#8230; Daquelas que a gente vai com a roupa do corpo, sem dinheiro  e nem por isso deixa de curtir.</p>
<p>Quando você compra um livro, compra um destino, um bilhete para um lugar qualquer, que você só vai descobrir quando embarcar nas asas-páginas do precioso objeto adquirido. Uma criança viaja muito com um livro&#8230; Viaja nas cores, nas palavras, mesmo que só ouvidas na voz de quem se ama.</p>
<p>Um dia, um homem resolveu distribuir bilhetes de viagem por aí. Chamava-se José Bento Renato <em>Monteiro Lobato</em> (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo, 4 de julho de 1948).<strong> </strong>Ainda hoje, crianças e adultos embarcam rumo a grandes aventuras mundo afora graças a este homem. Como pode uma só criatura proporcionar tanto prazer para a humanidade, como pode ser tão generoso ao ponto de levar todo mundo para destinos tão maravilhosos?</p>
<p>Hoje, colhemos os frutos daquele que tão generosamente levou gerações a um mundo chamado encantamento. São pessoas que, como eu, tornaram-se apaixonados pela leitura e, quase que consequentemente, mas não obrigatoriamente, também pela escrita. Pessoas que viajam num bom livro e que gostam de dar asas aos que o cercam compartilhando suas descobertas&#8230;</p>
<p>É assim que quero fazer com minha filha: dar-lhe asas para sobrevoar os lugares mais distantes, sem ao menos precisar sair do chão. Quero que ela enxergue além das colinas, quando minha voz estiver lendo as páginas de seu livro preferido; quero que ela embarque, a cada página virada, no mundo que só ela e sua mente podem criar.</p>
<p>Ah, os livros! Esses objetos do desejo daqueles que sonham em chegar a lugares desconhecidos, inexplorados e, porque não dizer reais?!</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong>Na foto, três livros bem diferentes e bem curtidos aqui em casa:</strong></p>
<p><strong># A Arca de Noé, de Vinícius de Moraes, vendido atualmente pela Natura, projeto Crer para Ver. Além de colaborar com o projeto, você adquiri uma obra prima para toda a família. Poesias que marcaram as crianças da minha geração, os nascidos nos anos de 70, que nos anos 80 puderam ver as poesias de Vinícius se transformarem em lindas canções cantadas até hoje e apresentadas em musicais pela Rede Globo, como O Pato,O  Leão, Menininha, O Girassol, A Foca, A Casa, O Relógio&#8230; Imperdível!</strong></p>
<p><strong># Adivinha Quanto Eu te Amo, de Sam McBrantney. Um livro lindo, doce, meigo; um livro que fala de amor&#8230;Amor de filho para pai e vice versa. Encantador!</strong></p>
<p><strong># Querida Mamãe, Obrigado por Tudo, de Bradley Trevor Greive. Comprei esse livro para mim, em 2001, sem ao menos imaginar que hoje, 11 anos depois, ele estaria todo poidinho de tanto que minha filha o lê. É basicamente um livro de imagens, com fotos reais de animais e que contam uma historinha de agradecimento às mamães. Um encanto!</strong></p>
<p><strong>Essas são nossas sugestões para hoje&#8230;Quem sabe outro dia a gente se senta de novo numa roda de conversa, em algum lugar do mundo, e compartilha novos destinos, hein?!&#8230;</strong></p>
<p><strong>Salve o Dia de Lobato! Salve todos os dias, os dias que a gente tem para ler!</strong></p>
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		<title>Ontem, hoje e para sempre&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 12:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Filha, eu te amei&#8230;
Amei você desde o princípio, desde que te desejei&#8230;
Amei você ao curtir sua espera, longas semanas, contadas uma a uma&#8230;
Amei você em preto e branco, nas suas primeiras imagens, quando ainda habitavas dentro de mim&#8230;
Amei você ao te imaginar colorida e real, com cheiro e maciez&#8230;
Amei você no seu primeiro choro, ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Filha, eu te amei&#8230;</p>
<p>Amei você desde o princípio, desde que te desejei&#8230;</p>
<p>Amei você ao curtir sua espera, longas semanas, contadas uma a uma&#8230;</p>
<p>Amei você em preto e branco, nas suas primeiras imagens, quando ainda habitavas dentro de mim&#8230;</p>
<p>Amei você ao te imaginar colorida e real, com cheiro e maciez&#8230;</p>
<p>Amei você no seu primeiro choro, ao te amamentar, ao te consolar em suas primeiras dores&#8230;</p>
<p>Amei você a cada novo passo, a cada palavra errada que dizias, ao descobrires que o mundo é mais do que meu colo&#8230;</p>
<p>Filha, eu te amo!</p>
<p>Amo-te por cada cachinho dos teus cabelos, por cada dedinho dos teus pés&#8230;ah, sou apaixonada por eles!</p>
<p>Amo-te por tuas preferências, pelo azul do céu que tanto amas, pelo teu carinho para com os livros, pelo teu apreço pela música&#8230;</p>
<p>Amo-te porque as vezes tu pareces comigo, e as vezes não&#8230; Amo-te por poder descobrir-te a cada dia, e me descobrir em você&#8230;</p>
<p>Amo-te pela tua independência, por não teres medo do escuro, por confiares que te protegeremos se precisares&#8230;</p>
<p>Amo-te por tua companhia, por teu sorriso não tão fácil, mas sempre sincero, por teus diálogos intermináveis, por tua capacidade de cativar quem te conhece&#8230;</p>
<p>Filha, eu te amarei&#8230;</p>
<p>Amarei você mesmo que seus cachinhos se percam pelo caminho, e que seus pés ganhem o mundo longe de mim&#8230;</p>
<p>Amarei você mesmo que mudes de ideia quanto as cores, os livros e a música&#8230;</p>
<p>Amarei você quando não souberes quem de fato és, quando as dúvidas existenciais te afligirem, quando não quiseres mais parecer comigo&#8230;</p>
<p>Amarei você quando os medos te rondarem, as sombras parecerem monstros e no escuro gritares por minha presença&#8230;</p>
<p>Amarei você nas dores da alma, porque elas existem e são piores do que as do corpo. Amarei você e te darei meu ombro, meu silêncio e meu respeito&#8230;</p>
<p>Filha, eu te amei, eu te amo e te amarei para sempre, sem aspas, sem justificativa e sem explicação&#8230; Eu simplesmente amo você!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/SAM_19761.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1555" title="SAM_1976" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/SAM_19761-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a></p>
<p><strong>PS.:</strong></p>
<p><strong>Não, hoje não é uma data especial para eu dar este presente para minha filha! Hoje é mais um dia para eu amá-la, e eu espero ter outros milhares pela frente, porque amar um filho é bom demais!</strong></p>
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		<title>As chupetas e as estrelinhas</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 13:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[chupeta]]></category>
		<category><![CDATA[largar chupeta]]></category>

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		<description><![CDATA[Era uma vez, uma garotinha chamada Bia.
Bia tinha 3 chupetas, todas cor de rosa. Ela adorava suas chupetas. Para onde ía, as levava. Para a escola, para o parque, para a praia, para a casa da vovó.
Um dia, a mãe de Bia lhe contou uma história muito bonita que era assim: todas as noites, milhares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Era uma vez, uma garotinha chamada Bia.</em></p>
<p><em>Bia tinha 3 chupetas, todas cor de rosa. Ela adorava suas chupetas. Para onde ía, as levava. Para a escola, para o parque, para a praia, para a casa da vovó.</em></p>
<p><em>Um dia, a mãe de Bia lhe contou uma história muito bonita que era assim: todas as noites, milhares de crianças no mundo inteiro, colocavam suas chupetas na janela e, quando todos estavam dormindo, um passarinho passava pelas casas e levava as chupetas até o céu. No dia seguinte, quando anoitecia, as crianças olhavam para o céu e lá estavam suas chupetas &#8211; haviam se transformado em estrelinhas!</em></p>
<p><em>Então, Bia pensou: &#8220;eu quero ter uma estrelinha no céu!&#8221; e pediu para a mãe dela colocar uma chupeta na janela. No dia seguinte, a mamãe lhe mostrou uma linda estrela que brilhava bem na sua janela&#8230; Era sua chupeta que tinha virado estrela, a estrela da Bia!&#8230; Assim, Bia fez com as outras duas chupetas, e no final de tudo, Bia tem agora, 3 estrelinhas no céu&#8230; E o mais legal, virou uma mocinha, que não usa mais chupeta, e agora dorme sorrindo sonhando com suas estrelinhas&#8230;</em></p>
<p><strong>Essa foi a historinha que criei para começar o processo de tirar a chupeta de Mirela. </strong></p>
<p><strong>Foi lindo vê-la colocar a chupeta na janela e, no dia seguinte, falar que o passarinho devia ter passado na janela, pois viu que a chupeta não estava mais lá. A noite seguinte nos traiu, porque estava nublado e não havia estrelas no céu, mas eu falei para ela que o céu era muito longe e que o passarinho tinha se atrasado, mas que no outro dia a gente iria ver a estrela dela. Na segunda noite, céu também nublado, mas lá estava uma única estrela no céu, bem ao alcance das nossas vistas pela janela do quarto dela&#8230; Ela ficou tão feliz que foi chamar o pai para ver sua estrela&#8230;</strong></p>
<p><strong>Até o presente momento, Mirela tem 1 estrelinha no céu&#8230;Ainda faltam duas!</strong></p>
<p><strong>Ah, Bia é o nome de uma amiguinha real de Mirela, que por sinal anda precisando de uma força para ter as suas estrelinhas no céu&#8230;</strong></p>
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		<title>Para não padecer no paraíso&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 13:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[filho único]]></category>
		<category><![CDATA[padecer no paraíso]]></category>
		<category><![CDATA[segundo filho]]></category>

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		<description><![CDATA[Num momento como este, em que começamos a pensar em dar um irmãozinho para Mirela, é inevitável que as lembranças da primeira gestação e dos primeiros anos como mãe venham à tona.
Apesar de concordar plenamente que a primeira gravidez nos reserva um mundo desconhecido e que nos abre as portas para o mais desconhecido ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num momento como este, em que começamos a pensar em dar um irmãozinho para Mirela, é inevitável que as lembranças da primeira gestação e dos primeiros anos como mãe venham à tona.</p>
<p>Apesar de concordar plenamente que a primeira gravidez nos reserva um mundo desconhecido e que nos abre as portas para o mais desconhecido ainda mundo da maternidade, devo confessar que para um segundo passo, isso também não me soa diferente. Na primeira vez, desconhecido total; na segunda vez: experiências já vividas, que podem ser boas e/ou ruins, somadas ao desconhecido que virá &#8211; cada gravidez é uma gravidez; cada filho é um filho; criar um bebê na presença de uma outra criança que já existe é diferente, criar uma criança na presença de um outro bebê é um desafio novo &#8211; , tornam a segunda experiência ainda mais palpitante.</p>
<p>O que mais martela minha cabeça, no momento, é a questão: como Mirela vai lidar com a possível presença de um irmãozinho ou irmãzinha em casa? Teremos condições de dar a merecida atenção a ela mesmo envolvidos com a chegada de um recém nascido? Pode parecer precipitado, mas é o que mais me questiono quando penso em outro filho.</p>
<p>Tenho procurado socializar Mirela de tal maneira que ela não se sinta dona exclusiva do pedaço, dividindo a atenção para ela e outras crianças, como primos e amiguinhos. Quero que ela perceba que, ainda que eu esteja em contato com outras crianças, eu ainda sou a mãezinha querida dela, que a ama e que cuida dela sempre. A verdade é que ela tem me surpreendido, tratando sempre bem outras crianças, dividindo e compartilhando seus momentos, seus brinquedos, livros, dvds e seus pais. Teremos ainda bastante tempo para amadurecer essa ideia dela não ser a única a merecer nossa atenção, afinal, sequer estou grávida ainda&#8230; Acredito que conversar, dar exemplo de irmãos em outras famílias, pode ajudar a amadurecer a ideia na cabecinha dela, mas só o acontecimento poderá mostrar como isso se consolidou ou não&#8230;</p>
<p>Se depender de como tudo aconteceu durante minha primeira gravidez, eu já teria repetido a dose outras tantas vezes fossem possíveis. Pelo parto e a recuperação, tiraria de letras outras barrigadas. Caminhando mais um pouco a frente, eu poderia até desistir de um segundo filho se me deixasse levar pelas dificuldades iniciais que rondaram por aqui, como o baby blues (que virou depressão), minha fobia alimentar durante a amamentação, enfim&#8230; Mas nada de difícil ou de ruim que tenha acontecido me tira a vontade de viver novamente a experiência de gerar-parir-cuidar. E isso quem tem me ensinado é a própria Mirela, sem ao menos saber&#8230; Com cada  fase da criança que se vai, vão-se as dificuldades e ganha-se nova experiência para enfrentar a nova fase que chega. Chegam com ela novas descobertas, novas conquistas e&#8230;novas dificuldades&#8230; E assim, vamos caminhando, acompanhando o crescimento de nossa filha, vencendo etapas, momentos conflituosos na educação e desenvolvimento, mas sempre na companhia de muitas, muitas alegrias, que suplantam qualquer dor, tristeza ou dificuldade.</p>
<p>Existe também um fator importante e de ordem prática que costuma pairar a cabeça dos que pensam em ter mais filhos: conseguiremos oferecer ao segundo tudo o que oferecemos ao primeiro? Conseguiremos dar conta dos dois financeiramente sem que haja queda na qualidade da educação, lazer e tudo o mais? Sempre que penso nisso, logo lembro da frase que minha melhor amiga, e mãe de uma menina também por enquanto filha única, leu em algum lugar e me passou: <strong>um irmão é o único presente que apenas os pais podem dar a um filho</strong>. Quer dizer que, qualquer outra coisa, uma viagem, mensalidade escolar, boas roupas, brinquedos, seja o que for, podem ser dados por parentes, padrinhos, amigos&#8230;Mas nunca nenhuma dessas pessoas poderá conceder ao seu filho a experiência de conviver, de ter um irmão&#8230; Esse pensamento remove de mim todo o medo de não conseguir suportar financeiramente uma família maior&#8230;</p>
<p>Eu até entendo o que querem dizer com o dito popular de que &#8220;ser mãe é padecer no paraíso&#8221;. Entendo, mas não concordo. Ser mãe, seja de um ou de quantos forem, exige convicção total de que a sua vida mudou &#8211; se vai ser para melhor ou para pior, é você quem vai tomar partido; é só você que pode escolher incorporar as coisas boas e as coisas ruins que vem junto com a maternidade. As boas, são infinitamente maiores, mas será que você as enxerga assim? Se não conseguir, aí sim, você irá padecer, ao invés de viver e curtir o paraíso&#8230;</p>
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