Quando chega a hora de pedir ajuda… (Mirela com 1 mês e 29 dias)
Segunda-feira, 01 de fevereiro de 2010.
Depois de 5 dias corridos sofrendo com os ataques de cólica de Mirela, sempre começando ao final da tarde, momentos em que invariavelmente me encontro só (minha secretária sai por volta de 16h e meu marido chega por volta de 18:30h), na sexta-feira, eu surtei. Já pela manhã, comecei o dia chorando e fui assim até a hora do banho da Mirela, hora do almoço. Não sei se esgotada pelos dias anteriores ou apavorada com o chegar da tarde e ver tudo começar de novo… Estava descompensada.
Pedi para a minha secretária ligar para o meu marido e avisar que eu estava muito nervosa e só chorava. Ele teve a idéia de pedir para minha mãe antecipar a vinda aqui pra casa, já que ela viria no sábado pela manhã ficar comigo, já que Junior iria trabalhar pela manhã e a tarde teria que ir em dois veterinários com a Mel e chegaria lá pelas 16h. Ela desmarcou uma aula que daria e meu pai veio trazê-la. Claro que continuei chorosa, mas saber que tinha alguém comigo para dividir o dia foi muito importante.
Ainda na sexta, Mirela teve sim outro episódio de cólica. Não foi dos piores, mas foi forte. Serviu para minha mãe ver o que eu passei nos 5 dias anteriores boa parte do tempo sozinha. E ela também quase entrou em pânico com os gritos de dor da nenê. Lá pelas 21h, hora limite em que as cólicas se vão, ou por efeito do remédio ou vencidas pelo cansaço, Mirela dormiu.
Neste mesmo dia, resolvi que não dava mais para continuar comendo o que eu estava comendo, ou melhor o que eu não estava comendo… Estava definhando emocionalmente e fisicamente. Pedi ao meu marido para ligar para uma amiga nossa, que é nutricionista, para me faer uma consulta em domicílio. Ela ficou de vir no sábado, mas na sexta mesmo já dei uma modificada na alimentação, tomando então suco de manga natural ao invés do suco de maracujá de caixa que eu estava tomando quando não tinha suco natural.
No sábado, a nutricionista não pôde vir, mas virá na quarta-feira. Porém, conversamos ao telefone e ela já me mandou introduzir outras coisas na alimentação, como o leite de soja sem lactose, água de côco e deixar de ter medo de comer frutas que normalmente eu comia antes e não me faziam mal. Claro, evitar frutas e verduras gases-formadores, cítricas e ácidas. Meu marido tratou de providenciar tudo (1 lata de leite de soja, mais ou menos 15 reais, vai dar pra 3 dias!) e eu fui aos poucos mudando minha alimentação novamente. Percebi que estava com anorexia nervosa, pois antes eu olhava para todo tipo de alimento e pensava: “não vou comer isso porque vai fazer mal pra nenê. não posso comer isso, vai dar cólicas nela, …” E assim estava me limitando a cerca de 5 tipos de alimentos diferentes. É lógico que a má alimentação afeta a mim e à nenê. A mim, fisicamente e também emocionalmente, já que começam a faltar vários nutrientes importantes para dar conta do recado da produção de neurotransmissores, hormônios, etc… A ela, porque começam a faltar nutrientes no leite materno. Mas graças a Deus percebi a tempo que era hora de pedir ajuda! Estou fazendo uma agenda alimentar para mostrar e discutir com a nutricionista na quarta-feira, e até também para descobrir coisas que foram ingeridas durante o dia e se Mirela teve ou não cólica para a gente comparar a alimentação do dia.
Com essas mudanças alimentares, a presença de minha mãe aqui durante todo o fim de semana e muita oração, acho que dei uma equilibrada emocionalmente. GRAÇAS A DEUS, SÁBADO E DOMINGO MIRELA NÃO TEVE CÓLICAS! E eu nunca agradeci tanto a Deus por arrotos e cocôs na fralda de Mirela, sinais de que no final do dia ela não estaria cheia de gases.
Hoje, minha mãe foi pra casa, pois tem compromisso a noite. Mas já pedi que voltasse amanhã, assim, me faz companhia e me ajuda com a nenê, o que me deixa um pouco mais lúcida. Meu pai me trouxe 20 côcos verdes, que compra baratinho perto da casa dele, e assim tenho um suprimento bom até semana que vem.
Reli várias coisa no livro Nana Nenê que tinha esquecido de pôr em prática, e que foram ratificados pela minha amiga Lucielena que veio aqui quinta-feira passada também a meu pedido desesperado. Assim, as mamadas de Mirela foramm incrementadas e agora ela mama em torno de 25 a 30 minutos, sempre metade do tempo em cada peito; estou evitando os “lanchinhos”, ou seja, as mamadas rápidas. Depois de mamar, momento de arrotar, passear pela casa e só então dormir. Tem funcionado. De sexta pra sábado e sábado pra domingo, consegui inclusive eliminar a mamada noturna, que praticamente não valia de nada (5min dela no peito sem nem acordar). Assim, dormimos 8h seguidas nesses dias, ela e eu. De domingo pra segunda, ela ainda acordou de madrugada com fome (milagre, porque sempre sou eu que a acordo ou tento acordá-la!), porque domingo dormiu tanto durante o dia (e eu deixei, é claro!), que não mamou o número de vezes que devia. Então, eu sabia que ela iria acordar na madrugada para uma mamadinha.
Com tudo isso, às vésperas de completar 2 meses, já conversamos bastante, eu e Mirela…Ela tá uma tagarela, minha mãe viu a comédia! Já sabe também os horários de tomar banho e não tem cristão no mundo que faça a hora dos banhos passar em branco. Engraçado que ela pode estar se esguelando, até na hora das cólicas, mas bastou eu tirar a roupinha dela e levá-la para o banheiro para esperar alguém preparar a água do banho, que ela fica toda animada. Entra no banheiro toda feliz, olhando para todos os bichinhos que tem lá, e só falta não querer sair da banheira. E quando eu a enrolo na toalha, olha pra mim e dá um sorriso, como que agradecendo o banho. Tá uma fofa a minha filha!
Lições: pedir ajuda às pessoas próximas, pedir ajuda profissional, levar em conta os bons conselhos (de pessoas experientes e de livros de referência) enão tomar suco de maracujá nem natural, muito menos em caixa, porque é ácido!
É o que temos pra hoje…
Deus nos abençôe!


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