Utilidade pública - parte III: gestante Rh-negativa consciente e informada (com 28 semanas e 3 dias)
Quarta-feira, 23 de setembro de 2009.
Há exatamente 20 semanas atrás, eu escrevia o primeiro post de Utilidade Pública, sobre o acompanhamentod e gestantes Rh-negativas (ver o link: http://www.tatianabachur.com.br/?p=72 ). Pois bem, 20 semanas depois, cá estou eu para dar seguimento ao assunto, já que o meu acompanhamento continua…
Com 25 semanas, fiz nova bateria de exames passados pela médica, que incluíram o segundo Teste de Coombs, ou seja, fiz um durante o primeiro semestre e outro no segundo trimestre. Na consulta de 26 semanas, a médica viu que o teste deu negativo (o que era desejado) e prescreveu a imunoglobulina anti-D para eu tomar na 28a. semana, como já havíamos conversando em consultas anteriores.
Bem, pelo menos aqui em Fortaleza não foi nada fácil achar a tal imunoglobulina. Liguei para várias redes de farmácia e para distribuidoras especializadas em produtos diferenciados e só achei em uma delas, e mesmo assim com um terceiro nome comercial, diferente das duas opções que minha médica havia prescrito. O preço? Salgadinho! R$ 130,00, por uma ampolinha de 2ml! Mas pelo menos foi bem mais em conta do que no segundo lugar que encontrei o produto: num determinado banco de sangue particular daqui de Fortaleza, estavam cobrando R$ 356,00 pela injeção e aplicação, e a vista, acreditam??? Contei para a minha médica que ficou indignada com isso! Se eu não achasse na distribuidora, teria que me sujeitar ao banco de sangue, o que seria monopólio! Que absurdo!!!
Comprei a imunoglobulina semana passada (sorte que parcelei em 5x no cartão! a Mirela vai nascer e eu pagando a vacina! kkkkkkkkkkkk) e conservei em geladeira, pois é produto que precisa ser mantido em temperaturas baixas. No dia de hoje, fui a um ambulatório próximo com meu isopor e minhas bolsas térmicas mantendo a temperatura do produto, acompanhada do meu marido, que estava com medo de eu ter um “piripaque”. A auxiliar de enfermagem me perguntou quantas eu tomaria e eu fui logo respondendo: se Deus quiser, só mais uma depois do parto e isso se a bebê for Rh-positiva! Isso porque se a gestante passa por processo de sangramento até o final da gravidez, ainda toma mais uma ou duas doses antes mesmo do parto, situação que eu tenho fé em Deus que não irá nos acontecer. O bom é que mesmo que eu precise após o parto, sendo constatado o fator Rh-positivo da Mirela, é que a aplicação será feita em ambiente hospitalar, dentro do internamento do parto, o que garantirá a cobertura do produto pelo plano de saúde.
Enfim, os tais 2ml doem um bocadinho, viu?! No bolso e no braço! kkkkkkkkkkkk E o braço ficou meio pesado por algumas horas (e o bolso pro alguns meses! risos)… Mas estamos aqui para o que der e vier: falou em fazer bem para mim e para Mirela, tá valendo o sacrifício!
Gostaria de informar que nem todos os obstetras adotam este protocolo com as gestantes Rh-negativas, principalmente no sistema público de saúde, que em geral só faz a aplicação de uma dose após o parto se o bebê for Rh-positivo, muito provavelmente por causa dos custos. Até tentei com pessoas conhecidas que trabalham es hospitais para ver se eu poderia ser encaixada na imunização pelo SUS, mas só poderia tomar se estivesse internada e após o parto…Sem chance! Acho que boa parte dos médicos de convênios e particulares adotam este protocolo de imunização na 28a. semana, já que isto reduz e muito as chances de sensibilização da mãe pelo sangue fetal ainda durante a gestação, prevenindo problemas na gravidez corrente e também em futuras gestações. Meus dois obstetras seguem o protocolo e nós, os pais, resolvemos acatar, mesmo tendo que desenbolsar algo “por fora” do plano de saúde. Bendito cartão de crédito! risos…
Agora, vamos aguardar, porque provavelmente antes do parto tem outro Teste de Coombs pra fazer… Mas estamos prontinhas, imunizadas, saudáveis e felizes!!! Que venham as próximas semanas!
Deus abençõe a todos!


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