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	<title>MMM - Mamãe com M Maiúsculo... &#187; Desenvolvimento infantil</title>
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	<description>Maternidade: experiência para toda a vida</description>
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		<title>A MÃE QUE TODO FILHO MERECE TER</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jul 2014 01:24:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além de mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[O (outro) trabalho da mamãe]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo filho merece uma mãe PRESENTE. Embora eu concorde que nossa vida profissional e pessoal não devam sucumbir após a maternidade, os filhos merecem ter mães que possam estar perto para vê-los crescer e, ainda mais, para ajudá-los a crescer. Ainda vivemos numa mundo em que o principal papel do homem é o de ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo filho merece uma mãe PRESENTE. Embora eu concorde que nossa vida profissional e pessoal não devam sucumbir após a maternidade, os filhos merecem ter mães que possam estar perto para vê-los crescer e, ainda mais, para ajudá-los a crescer. Ainda vivemos numa mundo em que o principal papel do homem é o de ser provedor, cuidador da familia, e não acho que seja errado, afinal isto é até bíblico. E se assim fosse de fato, nós mulheres teríamos tempo de qualidade para ajudar nossos filhos a crescer, a ser pessoas melhores e assim tornar o mundo melhor, para eles próprios.</p>
<p>Todo filho merece ter uma mãe FELIZ. Sinto uma angústia quando me deparo com mães (e não são poucas!) que não se sentem felizes. Não com a maternidade em si, mas com suas vidas. É como se não tivessem conseguido encaixar a maternidade na sua rotina diaria e viceversa. E vivem infelizes com o que fazem da vida: não dão conta de sua vida profissional, nem de sua familia, nem de si mesmas. E assim, passam a ser trabalhadoras infelizes, mães infelizes, mulheres infelizes. E, para mim, o estado de espírito materno reflete diretamente no estado de espírito de nossos filhos. Pensas que não, mas eles são atentos às nossas mudanças de humor e, da forma deles, percebem e enxergam as nossas angústias, que refletimos na forma de impaciência e falta de carinho.</p>
<p>Todo filho merece ter uma mãe BONITA, aos seus olhos. Não estou exaltando a beleza pura e seca, mas a beleza vista pelos olhos de uma criança, sem preconceitos e sem padrões. Uma beleza que poderia ser descrita como beleza materna, aquela que torna bela a nossa expressão quando sorrimos de felicidade pela descoberta da novidade pelos nossos filhos, que nos torna as pessoas mais importantes do mundo quando recebemos um beijo babado no rosto e que nos faz sorrir com os lábios e com o olhar. A beleza encantadora que só uma mulher pode ter e que respinga aos olhos dos outros quando a maternidade é exercida com prazer.</p>
<p>Todo filho merece uma mãe que tem define PRIORIDADES: 1) a fé, 2)a família, 3) a carreira, necessariamente nesta ordem. É aquela mãe que preza pela espiritualidade no lar, independente de religião, que ensina que sem fé não se chega a lugar algum e que é preciso acreditar que nós somos mais do que pele e osso; mas temos um propósito a ser vivido e uma missão no mundo a ser cumprida. É aquela mãe que coloca a familia em seu devido lugar: antes da carreira; para que os filhos percebam que a vida é mais do que dormir, acordar, trabalhar, ganhar dinheiro e gastar, gastar, gastar&#8230;Há  muito mais a viver do que apenas isso. É aquela mãe que, ao trabalhar, tem seu foco em melhorar a qualidade de vida de sua familia, sem que para isso, precise sacrificar a si mesma e a propria familia, caso contrario, acaba caindo em um paradoxo: trabalha para  dar qualidade de vida pra familia, mas não tem tempo para usufruir da qualidade com a familia.</p>
<p>Foi por acreditar que todo filho merece ter uma mãe PRESENTE, FELIZ, BONITA e que define como prioridades 1) a fé, 2)a família, 3) a carreira que eu fiz a minha escolha: a carreira Mary Kay me possibilita ser plenamente MÃE, sem deixar de lado a mim mesma. Sou grata a Deus por esta empresa cuja filosofia dificilmente se encontra em qualquer outra e, é nela que, há mais de dois anos, tenho encontrado oportunidades de crescimento pessoal e profissional, sem que para isso eu precise deixar de lado meu bem e meu motivo mais precioso de viver: minha familia.</p>
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		<title>E o Oscar vai para&#8230;</title>
		<link>http://www.tatianabachur.com.br/2012/05/03/e-o-oscar-vai-para/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 12:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; Mirela, por sua atuação no filme &#8220;Por favor, olhem para mim!&#8221;


Gente, minha menina é uma mini atriz!
Ela está numa fase que quer chamar a atenção para si, mesmo que isso signifique atrapalhar nossas conversas ao telefone, nossos diálogos em familia ou nos impedir de usar o smartphone ou o laptop.
A moda dela é nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8230; Mirela, por sua atuação no filme &#8220;Por favor, olhem para mim!&#8221;</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Gente, minha menina é uma mini atriz!</p>
<p>Ela está numa fase que quer chamar a atenção para si, mesmo que isso signifique atrapalhar nossas conversas ao telefone, nossos diálogos em familia ou nos impedir de usar o smartphone ou o laptop.</p>
<p>A moda dela é nos deixar de coração mole, nos chamando por diminutivos. Se saio de perto dela porque tenho que resolver algo pelo computador, ela começa: &#8220;mamãeeeee, MAMÃEZINHAAAA!&#8221;  Se o pai vai para o escritorio trabalhar, lá vai ela procurando-o: &#8220;papaiiiiiii, PAPAIZINHOOOOO!&#8221; Outro dia, estávamos num sitio e minha irmã saiu na frente com os filhos em direção ao galinheiro e não esperou por nós; Mirela apelou: &#8220;titia, TITIAZINHAAAA!&#8221; Quem é que resite a esses chamados tão carinhosos? Claro que ela já percebeu que com este apelo dramático as atenções se voltam para ela&#8230;</p>
<p>A outra modalidade de interpretação menos agradável é o famoso &#8220;grito&#8221;. Estamos conversando à mesa, ou no carro, eu e o pai, e ela começa a falar bem alto qualquer coisa, para atrapalhar a conversa. O que fazemos? A principio, dá vontade de desistir da conversa, mas temos procurado não dar cabimento aos apelos e continuamos conversando por algum tempo, também elevando o nível da voz, até que um dos dois desiste e diz: &#8221; ah, deixa pra gente conversar depois!&#8221;  Hein, como assim?  Depois, quando???</p>
<p>As vezes conversamos e damos atenção a ela ao mesmo tempo. Aí a conversa vira samba de crioulo doido: &#8220;ah, hoje caminhei&#8230; peraí, Mirela, segura a xícara!&#8230;caminhei na pracinha&#8230;não disse que você ía derramar o leite! &#8230;e encontrei&#8230;quer mais pão?&#8230;minha amiga que não via!&#8230; filha, você já passou a margarina!&#8230;tsctsctsctsc&#8230; E o ser ouvinte fica assim, meio sem saber o que fazer, se espera eu concluir a frase, se me ajuda a concluí-la, se distrai Mirela enquanto eu falo o que quero, ou se levanta e vai embora. Afe!</p>
<p>E inventa outras artimanhas: nos chama para dançar, para pular, ou diz &#8220;vem, vem comigo!&#8221; E é insistente, meirmão! rsrsrsrsrsrsr</p>
<p><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/05/oscar1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1626" title="oscar1" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/05/oscar1.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a></p>
<p>A modalidade &#8220;jogar-se no chão&#8221; foi incorporada ao seu portfolio de atriz recentemente. Por enquanto, só atuou em casa mesmo. Ainda não ousou demonstrar sua capacidade de interpretação nos palcos de supermercados e lojas, como a maioria dos atores mirins. Nossa postura tem sido de ignorar o fato. Se é contrariada, ela tipo finge que caiu no chão e diz: &#8220;ops, caiu!&#8221; Aí a gente diz: &#8220;ah, caiu? levanta!&#8221; E não dá mais bola. Ou se joga no chão sentada e bate as pernas no chão. O que fazemos? Lançamos um olhar de reprovação, não falamos nada e simplesmente ligamos o &#8220;to ignore&#8221;. Em segundos a pequena atriz se arrepende da atuação, estende os bracinhos e diz: &#8220;vem, mamãe, vem!&#8221;. Nessa hora de rendição, eu a seguro nos braços e digo o que não poderia ser feito. Daí em diante, o drama acaba. E ela até desconversa, acredita?</p>
<p>Ah, e tem a tentativa de suborno! Quando está prestes a levar uma bronca por ter, por exemplo, subido na janela, ela faz um bico e diz: &#8220;um beijo!&#8221;. E tem também o apelo a terceiros: quando eu não a deixo fazer algo, ela corre para o pai, chorosa, tipo pedindo que ele a autorize, e aí eu solto a frase que eu jamais imaginei falar tão cedo: &#8220;e não adianta pedir ao seu pai!&#8221;</p>
<p>Gente! Tão pequena e tão astuta! Com quem aprende essas coisas, hein? Deve estar frequentando umas aulas de interpretação&#8230;Talvez na escola, hum?</p>
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		<title>Vamos viajar como nossos filhos?</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 11:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[dia do livro infantil]]></category>
		<category><![CDATA[literatura infantil]]></category>
		<category><![CDATA[sugestão de livros infantis]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Vamos viajar, filha?!
Pra onde, mamãe?
Pra onde você quiser! É só escolher o livro&#8230;&#8221;
Um  livro é como uma viagem. Daquelas viagens que a gente não quer que tenha volta&#8230; Daquelas que a gente quer ir, ir, ir até onde a vista não alcançar mais&#8230; Daquelas que a gente vai com a roupa do corpo, sem dinheiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1560" class="wp-caption aligncenter" style="width: 501px"><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/SAM_2108.jpg"><img class="size-full wp-image-1560  " title="SAM_2108" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/SAM_2108.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">Direto do acervo de Mirela, três sugestões bem diferentes... Escolha a sua e embarque rumo a emoção!</p></div>
<p><strong>&#8220;Vamos viajar, filha?!</strong></p>
<p><strong>Pra onde, mamãe?</strong></p>
<p><strong>Pra onde você quiser! É só escolher o livro&#8230;&#8221;</strong></p>
<p>Um  livro é como uma viagem. Daquelas viagens que a gente não quer que tenha volta&#8230; Daquelas que a gente quer ir, ir, ir até onde a vista não alcançar mais&#8230; Daquelas que a gente vai com a roupa do corpo, sem dinheiro  e nem por isso deixa de curtir.</p>
<p>Quando você compra um livro, compra um destino, um bilhete para um lugar qualquer, que você só vai descobrir quando embarcar nas asas-páginas do precioso objeto adquirido. Uma criança viaja muito com um livro&#8230; Viaja nas cores, nas palavras, mesmo que só ouvidas na voz de quem se ama.</p>
<p>Um dia, um homem resolveu distribuir bilhetes de viagem por aí. Chamava-se José Bento Renato <em>Monteiro Lobato</em> (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo, 4 de julho de 1948).<strong> </strong>Ainda hoje, crianças e adultos embarcam rumo a grandes aventuras mundo afora graças a este homem. Como pode uma só criatura proporcionar tanto prazer para a humanidade, como pode ser tão generoso ao ponto de levar todo mundo para destinos tão maravilhosos?</p>
<p>Hoje, colhemos os frutos daquele que tão generosamente levou gerações a um mundo chamado encantamento. São pessoas que, como eu, tornaram-se apaixonados pela leitura e, quase que consequentemente, mas não obrigatoriamente, também pela escrita. Pessoas que viajam num bom livro e que gostam de dar asas aos que o cercam compartilhando suas descobertas&#8230;</p>
<p>É assim que quero fazer com minha filha: dar-lhe asas para sobrevoar os lugares mais distantes, sem ao menos precisar sair do chão. Quero que ela enxergue além das colinas, quando minha voz estiver lendo as páginas de seu livro preferido; quero que ela embarque, a cada página virada, no mundo que só ela e sua mente podem criar.</p>
<p>Ah, os livros! Esses objetos do desejo daqueles que sonham em chegar a lugares desconhecidos, inexplorados e, porque não dizer reais?!</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong>Na foto, três livros bem diferentes e bem curtidos aqui em casa:</strong></p>
<p><strong># A Arca de Noé, de Vinícius de Moraes, vendido atualmente pela Natura, projeto Crer para Ver. Além de colaborar com o projeto, você adquiri uma obra prima para toda a família. Poesias que marcaram as crianças da minha geração, os nascidos nos anos de 70, que nos anos 80 puderam ver as poesias de Vinícius se transformarem em lindas canções cantadas até hoje e apresentadas em musicais pela Rede Globo, como O Pato,O  Leão, Menininha, O Girassol, A Foca, A Casa, O Relógio&#8230; Imperdível!</strong></p>
<p><strong># Adivinha Quanto Eu te Amo, de Sam McBrantney. Um livro lindo, doce, meigo; um livro que fala de amor&#8230;Amor de filho para pai e vice versa. Encantador!</strong></p>
<p><strong># Querida Mamãe, Obrigado por Tudo, de Bradley Trevor Greive. Comprei esse livro para mim, em 2001, sem ao menos imaginar que hoje, 11 anos depois, ele estaria todo poidinho de tanto que minha filha o lê. É basicamente um livro de imagens, com fotos reais de animais e que contam uma historinha de agradecimento às mamães. Um encanto!</strong></p>
<p><strong>Essas são nossas sugestões para hoje&#8230;Quem sabe outro dia a gente se senta de novo numa roda de conversa, em algum lugar do mundo, e compartilha novos destinos, hein?!&#8230;</strong></p>
<p><strong>Salve o Dia de Lobato! Salve todos os dias, os dias que a gente tem para ler!</strong></p>
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		<title>As chupetas e as estrelinhas</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 13:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[chupeta]]></category>
		<category><![CDATA[largar chupeta]]></category>

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		<description><![CDATA[Era uma vez, uma garotinha chamada Bia.
Bia tinha 3 chupetas, todas cor de rosa. Ela adorava suas chupetas. Para onde ía, as levava. Para a escola, para o parque, para a praia, para a casa da vovó.
Um dia, a mãe de Bia lhe contou uma história muito bonita que era assim: todas as noites, milhares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Era uma vez, uma garotinha chamada Bia.</em></p>
<p><em>Bia tinha 3 chupetas, todas cor de rosa. Ela adorava suas chupetas. Para onde ía, as levava. Para a escola, para o parque, para a praia, para a casa da vovó.</em></p>
<p><em>Um dia, a mãe de Bia lhe contou uma história muito bonita que era assim: todas as noites, milhares de crianças no mundo inteiro, colocavam suas chupetas na janela e, quando todos estavam dormindo, um passarinho passava pelas casas e levava as chupetas até o céu. No dia seguinte, quando anoitecia, as crianças olhavam para o céu e lá estavam suas chupetas &#8211; haviam se transformado em estrelinhas!</em></p>
<p><em>Então, Bia pensou: &#8220;eu quero ter uma estrelinha no céu!&#8221; e pediu para a mãe dela colocar uma chupeta na janela. No dia seguinte, a mamãe lhe mostrou uma linda estrela que brilhava bem na sua janela&#8230; Era sua chupeta que tinha virado estrela, a estrela da Bia!&#8230; Assim, Bia fez com as outras duas chupetas, e no final de tudo, Bia tem agora, 3 estrelinhas no céu&#8230; E o mais legal, virou uma mocinha, que não usa mais chupeta, e agora dorme sorrindo sonhando com suas estrelinhas&#8230;</em></p>
<p><strong>Essa foi a historinha que criei para começar o processo de tirar a chupeta de Mirela. </strong></p>
<p><strong>Foi lindo vê-la colocar a chupeta na janela e, no dia seguinte, falar que o passarinho devia ter passado na janela, pois viu que a chupeta não estava mais lá. A noite seguinte nos traiu, porque estava nublado e não havia estrelas no céu, mas eu falei para ela que o céu era muito longe e que o passarinho tinha se atrasado, mas que no outro dia a gente iria ver a estrela dela. Na segunda noite, céu também nublado, mas lá estava uma única estrela no céu, bem ao alcance das nossas vistas pela janela do quarto dela&#8230; Ela ficou tão feliz que foi chamar o pai para ver sua estrela&#8230;</strong></p>
<p><strong>Até o presente momento, Mirela tem 1 estrelinha no céu&#8230;Ainda faltam duas!</strong></p>
<p><strong>Ah, Bia é o nome de uma amiguinha real de Mirela, que por sinal anda precisando de uma força para ter as suas estrelinhas no céu&#8230;</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Educar e brincar &#8211; é sempre hora e lugar</title>
		<link>http://www.tatianabachur.com.br/2012/04/02/brincando-muito-e-aprendendo-mais-ainda/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 12:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[brincadeiras para ensinar e aprender]]></category>
		<category><![CDATA[estímulo ao aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[lúdico]]></category>

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		<description><![CDATA[Em geral, não gosto de escrever posts apenas dizendo o que Mirela aprendeu a fazer, que faz isso e aquilo outro. Prefiro dar exemplo e explorar o assunto. Neste post vou ter que falar muito sobre o que Mirela faz para poder discorrer sobre o tema, pois quero deixar registrada a minha experiência e contribuição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em geral, não gosto de escrever posts apenas dizendo o que Mirela aprendeu a fazer, que faz isso e aquilo outro. Prefiro dar exemplo e explorar o assunto. Neste post vou ter que falar muito sobre o que Mirela faz para poder discorrer sobre o tema, pois quero deixar registrada a minha experiência e contribuição no desenvolvimento e aprendizado de minha filha.</p>
<p>Para aclarar um pouco, é bom esclarecer que minha mãe é uma avó muito presente e que, como professora de crianças por muitos anos, muito contribui e me influencia na estimulação de Mirela, sempre de forma lúdica e leve. Talvez a docência tenha sido herança materna, mas sempre trabalhei com adultos, em faculdades; nunca pensei que teria êxito na educação infantil&#8230;</p>
<p>Nunca escondi também o prazer de presentear Mirela com brinquedos e livros. Não sou de dar valor àqueles brinquedos caros, de marca, que muitas vezes só fazem barulho e piscam luzinhas e enchem a paciência da gente. Prefiro brinquedos simples e inteligentes, que possibilitem serem usados de formas diversas a serem descobertas pela própria criança. Some-se aí os brinquedos criados por nós, eu, a avó e o pai, que agregam valor ao conhecimento e ainda por cima trabalham o lúdico em nós e na criança, que nos vê confeccionando os objetos de sua diversão.</p>
<p>O resultado de nosso trabalho em conjunto vocês vão ler a seguir.</p>
<p>Com 1 ano e meio, Mirela já contava até 10. Até aí tudo bem, várias crianças com essa idade contam até 10. O diferencial é que Mirela aprendeu isso em casa e já RECONHECIA os números, mesmo que fossem apresentados de forma aleatória para ela, o que, em geral não é comum nesta idade. Um brinquedo criado por mim e pela avó foi crucial neste aprendizado precoce: um jogo de 10 porta-copos redondos de mdf cada qual com um número colado em E.V.A. colorido. Através de brincadeiras com esses números, Mirela os aprendeu.</p>
<p>Hoje, aos 2 anos e 3 meses, ela conta até 20 (incomum para a idade também), apesar de não reconhecer os números de 11 a 20 ainda (é querer demais dela, né, benhê?!) . E sabe como ela aprendeu? Não, não foi na escola, até porque lá eles vão ensinar no máximo até 10 no infantil II. Foi em casa, SOZINHA! Quer dizer, com a ajuda do DVD 1,2,3 Conte Comigo Outra Vez (Vila Sésamo). Primeiro, ela deu um susto no pai um dia que, dando banho nela, quase teve um troço quando ela contou até 10 (que já era comum para nós) e seguiu adiante, chegando até 15. Alguns dias depois, ele trocando a fralda dela me chama e pede para que ela repita o que estava falando: e lá foi ela contando de 1 a 20. Quase piramos!</p>
<p>E as letras? Bem, Mirela já passou do A-E-I-O-U faz teeeeempo! Hoje, ela conhece todo o alfabeto; conhece mesmo, no sentido de falar as letras em sequência e também, RECONHECÊ-LAS TODAS, mesmo que estejam fora de ordem. Ou seja, não é &#8220;decoreba&#8221;;  Mirela LÊ as letras. Sim, ela as lê em placas de carro, em muros pintados, placas de lojas, revistas, livros, tenham eles só letras ou letras e números. Mirela canta o alfabeto, aquela musiquinha que todo mundo conhece, e, ouvindo o DVD Elmo, Melhores Momentos 2, aprendeu a gostar do alfabeto também em inglês. Assim, temos que alternar a música em português e inglês de acordo com o pedido dela: &#8220;não, mamãe! em &#8216;inguês&#8217;!!! Várias vezes essa foi a canção de ninar escolhida por ela, o que deixa claro que ela GOSTA de saber, GOSTA dessas novidades que vão aparecendo para ela de forma sempre convidativa.</p>
<p>No aniversário de 2 anos, ela ganhou um brinquedo que já tinha, então fomos na loja trocá-lo. Enquanto eu procurava outro brinquedo, ela e a avó ficaram na brinquedoteca da loja e o que mais chamou a atenção dela foi um brinquedo de madeira com o alfabeto de um lado e, do outro lado, uma figura cuja inicial era a letra respectiva. Não pensei nem duas vezes: trouxe pra casa o tal brinquedo, mesmo sendo a recomendação de uso para crianças a partir de 5 anos. Ela adora ficar virando as letrinhas e falando o alfabeto na ordem que ele aparecer.</p>
<p>Não só de letras e números vive nossa pequena. Mirela monta bons pedaços de quebra-cabeças de até 60 peças SOZINHA. Nossa ajuda se limita a virar todas as peças com a imagem para cima para que ela possa encontrá-las. E assim, ela vai montando várias partes, até que, quando precisa, pede nossa ajuda. Gosta tanto que, quando termina, espalha as peças novamente e, como o Baby da Família Dinossauros, diz: &#8220;dinovo, dinovo!&#8221; And there we go again&#8230;</p>
<p>Nossa pequena notável reconhece, até o presente momento, 12 cores, saindo das cores básicas e indo até cores mais esquisitas como marrom e bege. Ah, e quanto às formas geométricas, que ela ama e chama de &#8220;fomas&#8221;, reconhece não só as clássicas triângulo, círculo e quadrado, como também já conhece o trapézio, o semicírculo e o hexágono; esses últimos ela não fala o nome, mas se pedirmos a ela, &#8220;Mirela, coloca aqui o hexágono!&#8221;, ela pega a forma certinha&#8230;</p>
<p>São muitos os feitos para uma criança de apenas 2 anos e 3 meses. Mas não acho que Mirela seja uma criança superdotada; ela é ESTIMULADA NA MEDIDA CERTA. O importante é que ela não é forçada a aprender; ela aprende porque gosta, já tivemos várias provas disso. Um exemplo: as vezes, quando vamos colocá-la para dormir, pedimos que escolha um livro para ler e ela diz: &#8220;ABC&#8221;, pedindo uma cartilha dada por minha mãe, na qual consta o alfabeto, que ela faz questão que a gente vá cantando as letras ou apontando para que ela vá falando&#8230; Ninguém obriga; ela pede!</p>
<p>O interesse de Mirela por livros é claro. Dia desses estávamos no shopping e, após brincarmos no parque, nos encaminhamos para uma livraria eu, o pai e ela. Na boa ela nos sai com essa: &#8220;oba! lifrinhos&#8221;. Qual a criança que sai de um parquinho e solta uma exclamação dessa porque entrou numa livraria? Lá ficou ela nas estantes dos infantis sob minha vigilância enquanto o pai folheava alguns títulos. Na hora de ir embora, dissemos: &#8220;vamos!&#8221; e ela: &#8220;famus!&#8221; e saiu andando em direção à porta com 2 livros debaixo do braço, para nosso embaraço rsrsrsrsrsrsrs.</p>
<p>Bem, espero que este não tenha sido um post chatérrimo, onde pareço só me gabar do que minha filha faz. Mas o que eu quero deixar de mensagem é que pode-se estimular uma criança a GOSTAR, TER PRAZER em aprender. Não é preciso dispor de coisas caras, mas muita criatividade e respeito aos LIMITES da criança. <strong>Foi-se o tempo em que as coisas eram aprendidas apenas na escola, na marra, na base do decorar. Agora, o que vale é ensinar a criança com coisas práticas e criativas, com o mundo que a cerca, em casa, na rua, na praia, em qualquer lugar, em qualquer tempo, para que ela entenda que tudo ao seu redor faz sentido.</strong></p>
<p><strong><em>P.S.: Este texto foi escrito ontem, domingo, mas como era 1 de abril preferi postar hoje, para não parecer que era mentira! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr</em></strong></p>
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		<title>O espelho</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 02:02:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo na infância]]></category>
		<category><![CDATA[vaidade na infância]]></category>

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		<description><![CDATA[Os pais são espelhos para os filhos, isto é fato.
Somos espelhos para sua formação como um todo: desde atitudes do dia a dia até sermos exemplo de sucesso pessoal e profissional no futuro para eles. Isso significa que se você fala palavrão, eles vão repetir (e você não terá moral para ir contra); se você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os pais são espelhos para os filhos, isto é fato.</p>
<p>Somos espelhos para sua formação como um todo: desde atitudes do dia a dia até sermos exemplo de sucesso pessoal e profissional no futuro para eles. Isso significa que se você fala palavrão, eles vão repetir (e você não terá moral para ir contra); se você gosta de ler, de estudar, vai servir de exemplos para seus filhos; se você adora ir ao shopping e volta para casa lotada de sacolas, provavelmente seus filhos vão achar normal fazer o mesmo, e assim, de coisas boas ou ruins,  seguem os exemplos&#8230;</p>
<p>A vontade de ter filhos sempre andou de mãos dadas com a vontade de que viesse uma menina, tanto para mim quanto para meu marido. Da parte dele, sei que essa vontade era por achar que saberia lidar melhor com menina do que com menino, já que não gosta de futebol, prefere artes,  música, sei lá, tem uma sensibilidade diferente, que combina mais com o temperamento feminino. De minha parte, também sempre achei que saberia me relacionar com menina, talvez pela óbvia semelhança entre os sexos. E aí, fomos presenteados com uma princesa chamada Mirela&#8230;</p>
<p>Partindo disso, fiz uma reflexão esses dias sobre o que está acontecendo já há alguns meses com ela: a descoberta da vaidade, do espelho, das pulseiras, da maquiagem, das bolsas, da escolha das roupas e sapatos, do passar perfume ela mesma, de pentear os cabelos, de usar óculos escuros, de querer calçar meus sapatos, de querer (re)furar a orelha que estava sem brinco há mais de 1 ano, de se achar linda  e querer que os outros concordem com ela&#8230;</p>
<p>Sendo mãe de menina, sempre me preocupei em poupá-la dos excessos da vaidade que hoje em dia é tão presente entre as menininhas das mais tenras idades (entre as mais novas, culpa das mães&#8230; #mãedemeninasurtamesmo). Imaginei que, sendo eu mesma uma pessoa muito básica, seria mais fácil. Não  tenho vícios por sapatos, bolsas, maquiagem, perfumes, não sou consumista, talvez seja uma das poucas mulheres do mundo que não pira na frente de uma liquidação; em geral, chegar em casa com compras para mim é tarefa de final de ano e só. Meu único vício, que meu marido ajuda a manter, são relógios&#8230; O resto, pra mim tanto faz se está na moda ou não. Prefiro conforto a moda, preço bom a preço alto, qualidade a quantidade. Assim, ao longo dos 2 anos e 3 meses de Mirela, conto as vezes que comprei roupas e sapatos para ela, só mesmo quando há necessidade.</p>
<p>Mas parece que não é só espelho-mãe que funciona para a filha. Deve haver algo inerente à criança, herança não sei de quem <span style="text-decoration: line-through;">(de uma tia, talvez, ahahahahaha, né, Aline?)</span>, que a faz despertar para essas coisas femininas nesta idade. Falo isso porque a prima Maitê está entrando nesta fase também, justo nos seus 2 anos e poucos meses. Coincidência ou é realmente da fase? Nunca tinha parado para pensar nisso.</p>
<p>Pensando bem, minha preocupação com este tema começou quando percebi que a depressão estava me deixando &#8220;largada&#8221;, como descrevi num post anterior. Mesmo fora do meu estado normal, notei que eu, como espelho para Mirela, poderia estar refletindo algo negativo nela como mulher, pois passei a não me cuidar, não me importar com o que vestia, se as unhas estavam bem cuidadas ou não, se saia com ou sem batom (minha maquiagem básica é essa). E sendo minha filha uma criança muito observadora, tive medo de influenciá-la através dos meus &#8220;não atos&#8221;. Assim, resolvi, mais por causa dela do que de mim, voltar, mesmo que aos poucos, a me cuidar. Incrível como ela nota logo quando eu chego da manicure; os olhos brilham a cada cor de esmalte nova; ou quando ela me vê assim tipo mais arrumada para um evento diferente &#8211; ela vem e me abraça, como quem diz &#8220;mamãe, você está linda!&#8221;.</p>
<p>Não quero superestimular minha filha para o consumo, para a vaidade excessiva, para a valorização do exterior; mas também não quero criá-la como uma mulher das cavernas, sem um pingo de vaidade, sem amor próprio e sem preocupação com a aparência, afinal, ela ainda abre muitas portas no mundo e, infelizmente, não temos como fugir disso. Mas vou me esforçar para que ela enxergue em mim alguém que se cuida e se ama, o que não implica em usar saltos altos caros, bolsas novas a cada mês ou escova no cabelo toda semana. Quem se cuida e se gosta sorri, e isso é o que eu mais quero refletir em minha filha.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1483" class="wp-caption aligncenter" style="width: 471px"><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/03/SAM_1823.jpg"><img class="size-large wp-image-1483 " title="SAM_1823" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/03/SAM_1823-768x1024.jpg" alt="" width="461" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">Mini perua? Espero que não... Mas essa foto foi de hoje de manhã, se arrumando para ir para a pediatra, que achou ela tão linda hoje que até fotografou!  Óculos presente da amiga Bia e brilho presente da tia Flávia... A culpa não é minha, hein?!</p></div>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1484" class="wp-caption aligncenter" style="width: 471px"><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/03/SAM_17641.jpg"><img class="size-large wp-image-1484 " title="SAM_1764" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/03/SAM_17641-768x1024.jpg" alt="" width="461" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">No auge de sua crise alérgica essa semana (carinha abatida), mas quis vestir meu vestido como parte de sua brincadeira...</p></div>
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		<title>Mirela, &#8220;quequecequé&#8221;?</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 01:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[independência infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem algum tempo que eu tento promover a autonomia em Mirela, a pedido (quase ordem) da minha psicóloga e também da psiquiatra. Para isso, tenho desenvolvido a técnica de fazer Mirela sempre dizer o que quer: a roupa para sair, o que quer comer, que brinquedo quer usar, qual cd escutar, enfim&#8230;Tudo com bom senso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem algum tempo que eu tento promover a <strong>autonomia</strong> em Mirela, a pedido <span style="text-decoration: line-through;">(quase ordem)</span> da minha psicóloga e também da psiquiatra. Para isso, tenho desenvolvido a técnica de fazer Mirela sempre dizer o que quer: a roupa para sair, o que quer comer, que brinquedo quer usar, qual cd escutar, enfim&#8230;Tudo com bom senso, oferecendo algumas opções básicas de cada coisa, é claro, senão my little girl é capaz de sair de casa para o parquinho com vestido de festa e crocs nos pés&#8230; E quando ela pede uma coisa absurda, tipo chocolate ao invés de arroz, feijão e carne, recebe o não com a devida explicação. Claro que vem alguma contrariedade, as vezes com drama, choro, mas isso também faz parte. <strong>A frustração é importante para o desenvolvimento da criança, pois irá permear eternamente o universo do ser humano.</strong></p>
<p>Para a técnica funcionar, preciso dizer a ela : &#8220;escolha, filha!&#8221;; ou então: &#8220;Mirela, o que é que você quer?&#8221;, o que em mirelês virou : &#8220;mamãe, escolha!&#8221; &#8211; TECLA SAP: &#8220;mamãe, deixa eu escolher!&#8221;; ou então: &#8220;mamãe, quequecequé?&#8221; &#8211; TECLA SAP: &#8220;mamãe, deixa eu escolher o que eu quero!&#8221;. Claro, porque ela tá na fase de repetir o que a gente fala e ainda não conjuga os verbos em primeira pessoa (achulindu!).</p>
<p>E aí, qual a importância disso? Bem, como toda mãe de primeira viagem, cometo excessos (<span style="text-decoration: line-through;">e o pai também</span>); acho que todas nós acabamos tendo surtos de superproteção (quem tá de fora dessa levanta a mão!). Assim, corro (corremos) o risco de tornar nossos filhos dependentes demais de nós, mini-seres sem autonomia, sem poder para decidir sequer a colher que querem usar no almoço.</p>
<p>Por falar em colher e almoço, esta é uma das questões que mais tenho que me policiar. Pela idade, Mirela já deveria estar comendo (<span style="text-decoration: line-through;">derramando</span>) tudo sozinha. Sei que ela sabe comer, pois muitas vezes ela própria me corrige, toma a colher da minha mão e manda brasa. Mas o medo de que ela não coma o suficiente acaba me fazendo podá-la desse grande salto para a independência: comer como quer e o quanto quer. A velha pergunta: você, pai ou mãe, gosta de comer a força, sem vontade? A resposta é N-A-O-til! Então, porque obrigá-los a comer, hein? (Todo dia me pergunto isso, mas parece que não adianta.)</p>
<p>Em outros aspectos, até que as coisas caminham bem, rumo à independência (dela e nossa). Tenho absoluta certeza de que a implantação de rotinas desde que Mirela era bebê tem contribuído para varios avanços. Mirela sabe a hora de escovar os dentes, de tomar banho, de dormir, dentre outras coisas,  e se encaminha sozinha para essas tarefas, muitas vezes nos chamando e não o contrário. Nessas horas, vem demonstandoo mais traços de independência, tirando a propria roupa e verbalizando: &#8220;tira a busa, tira shoti, tira foda, tira cocs&#8221; (TECLA SAP: &#8220;tira a blusa, tira short, tira fralda, tira crocs).</p>
<p>A entrada de Mirela na escola, mais do que uma decisão, escolha e iniciativa nossa, foi também recomendação das minhas terapeutas, que perceberam que se Mirela continuasse apenas sob nossos supercuidados, poderia começar a se tornar uma criança insegura e sem iniciativa. Assim, aprovamos todo o trabalho da escola que envolva tomada de decisões, que só vem nos acrescentar junto à formação de Mirela como indivíduo livre e pensante, capaz (ainda não totalmente, é claro) de fazer escolhas por si mesma, ainda que sejam erradas e precise voltar atrás, afinal é assim que aprendemos a viver.</p>
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		<title>Primos, irmãos e amigos&#8230;não necessariamente nessa mesma ordem&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 23:30:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[Havia dias que eu queria escrever este post. Exatamente hoje, dia em que consegui tempo para fazê-lo, por uma infeliz coincidência, faleceu uma prima do papai JU, praticamente minha idade, deixando dois filhos pequenos. Uma prima com quem meu marido conviveu quando criança, com quem brincou, brigou, almoço junto na casa da avó, enfim, uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Havia dias que eu queria escrever este post. Exatamente hoje, dia em que consegui tempo para fazê-lo, por uma infeliz coincidência, faleceu uma prima do papai JU, praticamente minha idade, deixando dois filhos pequenos. Uma prima com quem meu marido conviveu quando criança, com quem brincou, brigou, almoço junto na casa da avó, enfim, uma prima que fez parte do seu desenvolvimento social.</p>
<p>Sei que é duro escrever sobre isso nesse dia triste para a família, trazer à tona lembranças de outrora. Fatídica coincidência, mas que fique de homenagem&#8230;</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Fui uma criança criada no meio de adultos ou de quase adultos. Até os 4 anos, vivi com meus pais na casa de uma tia onde moravam também tias e primos, todos estes, porém, homens, adolescentes ou adultos. Cheguei a ser dama de honra de um deles aos 3 anos, o que pode dar a dimensão da diferença de idade entre nós.</p>
<p>Na família por parte de minha mãe, tenho muitos primos e primas, com idades próximas à minha. Porém, a distância nos impediu de ter uma convivência familiar. Não sei o que é mesa de Natal cheia de crianças disputando a coxa do peru, não sei o que é passar férias na casa da prima confidente, não sei o que é ir ao shopping comprar presente para o aniversário de 2 primos no mesmo mês, não sei o que é da fato conviver com primos.</p>
<p>Por sorte, ou melhor, por Deus, eu e minhas irmãs, e incluo também minha cunhada, estamos tendo a chance de mudar esta história. Mirela já tem 4 primos com idades semelhantes à dela e mais um a caminho. A família está se renovando e tomando fôlego para seguir em frente por pelo menos mais uma geração. Apesar de saber que a distância ainda é uma fator que pode impedir a convivência entre os primos, me consola o fato de hoje termos muito mais facilidade em manter contato, em trocar fotos, conversas, e até mesmo mais acesso à viagens aéreas, coisa que no meu tempo de criança era pra gente rica, muito rica&#8230;</p>
<p>A relação que já se forma entre eles tem tudo para vingar. Os primos se dão muito bem, particularmente as duas primas, Mirela e Maitê. Mas dependerá também de nós pais não deixarmos morrer esta amizade familiar que nasce quando criança, para que ela se torne de fato duradoura. Caberá a nós pais não deixarmos as histórias familiares morrerem, os contatos serem frequentes via fone, internet, seja como for, as visitas constantes, as férias passadas na casa dos primos distantes, as viagens  e datas comemorativas das famílias em conjunto, enfim&#8230;caberá a nós promovermos a posteridade dessas relações que se formam. É uma grande responsabilidade que temos nas mãos (mais uma).</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Falando de irmãos, devo apresentar a vocês as minhas: tenho duas irmãs gêmeas com diferença de 4 anos de idade entre mim e elas. Sendo gêmeas, e obviamente da mesma idade, tá na cara que o relacionamento entre elas sempre foi mais forte do que comigo. Hoje, mesmo depois de adultas, quando a diferença de idade nem parece assim tão grande, essa força no relacionamento entre elas continua. A relação entre gêmeos é mesmo algo difícil de se explicar, de se compreender e mais ainda de se intrometer. Portanto, minha convivência com irmãos também não foi das mais intensas, pois estava sempre isolada pela idade mais &#8220;avançada&#8221;, pelas diferentes fases do desenvolvimento.</p>
<p>Trazendo para os dias atuais, nossa Mirela com seus 2 anos e 3 meses, ainda é filha única, condição que não queremos que dure por muito tempo. Eu e meu marido sempre quisemos ter mais de um filho, mesmo que seja necessário lançar mão de adoção. Isso sempre foi pauta nas nossas conversas. Vejo o tempo passando, Mirela crescendo e a diferença de idade entre ela e um futuro irmão aumentando&#8230; Em breve, muito breve, temos que começar a tentar fabricar um irmãozinho para Mirela. Penso que deve ser muito difícil ser filho único, mesmo não tendo sido. O meu isolamento mesmo no meio de 2 irmãs, me mostrou o quanto é importante fazer a minha família crescer, para que Mirela possa ter experiências familiares que eu não tive&#8230;</p>
<p>É difícil pensar em outro filho em meio a uma condição financeira complicada, em meio ao tratamento de depressão, mas é mais difícil ainda pensar em Mirela sem irmãos&#8230; Papai Ju, o tempo &#8220;ruge&#8221; (rsrsrsrs).</p>
<p>&#8230;</p>
<p>A vida social de Mirela deu um grande salto com a entrada dela na escola. Mirela tem seus amiguinhos, os quais chama pelo nome um por um. Sem contar com o relacionamento com outras pessoas e cuidadores (as tias e tios, supervisora, coordenadoras, psicóloga, enfim&#8230;). Estou encantada com esta fase de socialização dela! Poderia citar vários casos em que presenciei a amizade que se forma entre ela e os coleguinhas de escola, como por exemplo, quando vou buscá-la na escola, momento em que ela logo se joga nos meus braços, e a amiguinha Lidia vem trazendo a mochila e lancheira da Mirela para entregá-la (a ela e não a mim!), ou a Maria Clara (a outra, porque tem também a Maria Clara Feijão, a quem ela se refere assim, pelo nome completo), que veio até Mirela já no meu colo, para entregar-lhe a chupeta esquecida em cima da mesinha. É muito lindo!</p>
<p>Mirela também tem uma grande amiga que não é da escola &#8211; Beatriz, ou Bia, para ela. Bia mora longe de Fortaleza, mas a mãe da Bia (minha amiga há 26 anos), faz questão de trazer à memória sempre que possível o nome de Mirela, e eu fazendo a recíproca do lado de cá. Mirela fala muito em Bia, e Bia em Mirela, mesmo que elas não convivam pele a pele. A diferença de idade entre elas (2 meses e meio) é a mesma diferença de idade entre mim e a minha amiga. Coincidências à parte, nós mães queremos muito que nossa amizade se perpetue através da amizade das filhas, e é nosso desejo que elas se deem tão bem quanto nós.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Não sei dizer qual foi a influencia que tudo isso que vivi, ou melhor, que deixei de viver, teve na formação da minha personalidade e do que eu sou hoje. Só sei que desejo muito que Mirela viva experiências que não vivi, experiências que a ajudarão a ser, certamente, alguém melhor do que eu.</p>
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		<title>Lazer para crescer e aprender</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 13:53:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[lazer]]></category>
		<category><![CDATA[viagem com filhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Feriadão no Ceará e nós pelo terceiro dia consecutivos enfurnados dentro de casa. Não por opção (pelo menos desta vez), mas porque o bendito molar da Mirela (o segundo) resolveu sair e trouxe de presente muita manha, mau humor e nariz escorrendo.
Neste feriadão não teve banho de mar, brincadeira na areia da praia, pipoca na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Feriadão no Ceará e nós pelo terceiro dia consecutivos enfurnados dentro de casa. Não por opção (pelo menos desta vez), mas porque o bendito molar da Mirela (o segundo) resolveu sair e trouxe de presente muita manha, mau humor e nariz escorrendo.</p>
<p>Neste feriadão não teve banho de mar, brincadeira na areia da praia, pipoca na pracinha, não teve manhã no parquinho, almoço no shopping, não teve cultinho na igreja. No máximo visitinhas na casa dos avós, todos morando perto de nós. Além de muito colo e tentativas criativas e desesperadas dos pais em fazer Mirela curtir o &#8220;ficar em casa a força&#8221;: papai Ju enfim fez aquele banquinho de garrafas pet que há tempos entulhavam o quintal; a mamãe aqui criou uma cabaninha dentro do guarda roupas, enfim&#8230;Haja criatividade!</p>
<p>Com toda essa situação forçada, ontem, eu e Papai Ju, ambos de saco cheio de ficar em casa (se nós estávamos, imagina Mirela!) conversamos e fizemos uma reflexão séria que nos levou à seguinte conclusão: <em><strong>PROPORCIONAR LAZER É UMA RESPONSABILIDADE QUE NÓS PAIS TEMOS QUE TOMAR COMO PARTE DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA, E NÃO APENAS COMO UMA ALTERNATIVA AO ÓCIO.</strong></em></p>
<p>A reflexão se deu quando começamos a nos lembrar de como nós (eu e ele) somos caseiros. Desde que casamos, dávamos um boi para não sair de casa, principalmente quando morávamos em nosso primeiro apartamento, longe de tudo e de todos, no quarto andar de escadas. Dava preguiça só de pensar em descer, que dirá atravessar a cidade para algumas poucas horas de diversão (e subir as escadas na volta, rsrsrs). Criávamos nossas próprias alternativas caseiras, como filmes com muita pipoca no chão da sala, camarões fritos em nossa própria cozinha, receber amigos, enfim&#8230; Mesmo de pois que mudamos para esta casa, perto de tudo do bom e do melhor, continuamos cultivando o &#8220;curtir o lar&#8221;, agora com a desculpa de querer curtir a casa nova e, logo, logo, por causa da gravidez.</p>
<p>Em seguida, chegou Mirela, e as desculpas só aumentaram: no início, presamos em não sair com Mirela muito pequena, poupando-a de situações desnecessárias para um bebê recém nascido, mas mesmo depois de crescida e completamente vacinada, veio a minha condição de depressão e aí, não sair de casa passou a ser rotina mesmo e daí em diante, um grande problema, pois ambos sabíamos da importância em proporcionar a ela momentos de lazer fora de casa, mas eu sempre relutante ou indo a força, quase chorando.</p>
<p>Coincidência ou não, conscientes ou não, fizemos de nossa casa um verdadeiro playground para Mirela, e hoje penso que pode ter sido uma maneira inconsciente de mantermos nossa família dentro de casa. Adoramos receber os amiguinhos e priminhos de Mirela e sabemos que ela adora isso também, mas não tem nada melhor do que pular no pula-pula da pracinha, mesmo tendo o seu próprio em casa, nada melhor do que comer um saco de pipocas feitas no carrinho do pipoqueiro mesmo tendo a pipoca feita em casa pela mamãe no fogão de casa, nada melhor do que vestir o avental sujinho da oficina de pintura no parque, ainda que em casa tenha sempre avental e pinceis limpos à sua disposição&#8230;</p>
<p>Em 2 anos e 3 meses da vida de Mirela, nunca viajamos de avião com ela; nem de ônibus, nem de carro; melhor dizer, nunca viajamos. Mirela não conhece os animais da fazenda do Y-Park, nem os animais do zoológico, nem o parque aquático do qual moramos tão perto, nunca fez piquenique no Passeio Público ou no Parque das Crianças, não conhece o nosso hotel de praia favorito, nem o friozinho da serra, nem o calçadão da praia de Iracema onde tanto caminhamos de mãos dadas quando namorávamos&#8230; É muito duro admitir isto, beirando uma crueldade&#8230;</p>
<p>Fazendo esta reflexão, eu e papai Ju concluímos que precisamos mudar. Não para satisfazer as nossas vontades, mas para atender às necessidades de Mirela. Crianças precisam conhecer o mundo, mesmo que tenham um mundo dentro de casa. Através de experiências de lazer em família, muitos laços podem ser construídos e muitas barreiras desfeitas. Em breve, Mirela terá férias da escola e quero que ela tenha muito o que compartilhar com seus amiguinhos.</p>
<p>Esse clarão de consciência mexe comigo num momento em que estou em processo de cura da depressão e, concluo também que se começo a ficar entediada de ficar em casa, é um bom sinal de evolução. Mas, mais importante do que isso, é ter a consciência da importância que nós pais temos em proporcionar experiências diversas aos nossos filhos, incluindo os momentos de lazer. Não se trata de gastar dinheiro, ir para resorts, fazer viagens internacionais. Mas compartilhar momentos diferentes e divertidos em situações diversas, fora dos muros de casa&#8230; E isso inclui parceria, bom humor, criatividade e paciência, pois, assim como nós adultos, as crianças também tem o direito de gostar ou não gostar, de se adaptar ou não ao novo. Mas como saber suas preferências e reações se não tentarmos???</p>
<p>Uma reflexão dura, com autocrítica no limite do suportável, mas que sirva de lição para nós pais que achamos que necessidades básicas dos nossos filhos são apenas alimentação, saúde, vestimenta e educação formal&#8230; O lazer faz crescer e aprender!</p>
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		<title>Porque tudo tem um lado B</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 18:54:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[doenças infantis]]></category>
		<category><![CDATA[primeira escola]]></category>

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		<description><![CDATA[Já cantei as glórias de ter colocado Mirela na escola e como estamos felizes com esta decisão &#8211; este é o lado A da história&#8230;Mããããããssssss, como tudo tem um lado B, lá vai&#8230;
Passado o período de adaptação na escola, eis que surge &#8220;decumforça&#8221; o segundo maior fantasma dos pais de filhos em início de vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já cantei as glórias de ter colocado Mirela na escola e como estamos felizes com esta decisão &#8211; este é o lado A da história&#8230;Mããããããssssss, como tudo tem um lado B, lá vai&#8230;</p>
<p>Passado o período de adaptação na escola, eis que surge &#8220;decumforça&#8221; o segundo maior fantasma dos pais de filhos em início de vida escolar: as doenças que vem no pacote adquirido no ato da matrícula.</p>
<p>Explico: a pequena criança aqui de casa nunca foi de adoecer muito, assim, só coisa básica, simples e rápida e de forma bem espaçada. Agora, em sua sétima semana de aula, creio que já adoeceu mais do que em todos os seus 2 anos inteiros.</p>
<p>Tá bom, tá bom, eu já sabia que isso <span style="text-decoration: line-through;">poderia</span> iria acontecer, afinal Mirela não é diferente de nenhuma outra criança da idade dela, e está sujeita às mazelas infantis. A pediatra avisou, as avós avisaram, as amigas avisaram, o dr. Google avisou, todo mundo avisou.</p>
<p>Mas o fato é que optamos em expôr Mirela a vírus e bactérias agora, aos 2 anos, em troca de vê-la em pleno desenvolvimento social, emocional, cultural e intelectual. Não consigo imaginar Mirela trancafiada em casa por mais 1, 2 ou 3 anos esperando uma idade mais avançada para colocá-la na escola. Ela é esperta demais para viver apenas entre as 4 paredes do saudável (nem sempre) e adulto seio familiar.</p>
<p>Minha pessoa não sofreu com essas doencinhas infantis adquiridas na escola&#8230; Isto provavelmente porque eu entrei na escola simplesmente aos 5 anos de idade, completando 6 no meio do ano. Até os 4 anos fui criada no meio de adultos e depois dos 4 tive que aprender a ser uma adultinha porque chegaram minhas duas irmãs gêmeas e eu, bem eu já estava criada&#8230;Então, prioridade para os cuidados com as duas que chegavam, o que óbvio.</p>
<p>Outros tempos, eu sei. Naquela época, entrar na escola tarde não era incomum, mas hoje em dia, é inaceitável esperar até os 5 para que a criança comece a estudar&#8230;Nem se cogita esta possibilidade! Entrar tarde na escola talvez não tenha me prejudicado intelectualmente, afinal sempre estive nos quadros de honra e até hoje acho que não faço feio. Mas penso que eu poderia ter sido mais criança se tivesse convivido com aqueles da minha idade desde mais cedo, mesmo que para isso eu tivesse que ser mais &#8220;catarrenta&#8221; ou passar por mais doenças do que passei. E eu vou te contar, não é porque era mais velha que as coisas foram mais simples (exceção para as doenças)! Lembro de ter passado alguns perrengues na adaptação, chorar no final da aula achando que minha mãe não iria me buscar, fazer xixi na sala por obedecer demais à tia, por pura ingenuidade&#8230;enfim, coisas pelas quais toda criança, seja qual for a idade, que pisar na escola pela primeira vez, poderá passar.</p>
<p>Tirando este lado B da escola &#8211; o de mandar para casa, junto com a tarefinha, uma carga de microrganismos que podem nocautear nossos pequenos, ir ao colégio é tudo de bom para uma criança. Ainda hoje, Mirela em seu segundo dia de quarentena por febre inexplicada durante 24h, sobe no meu colo, aponta para o carro na garagem e diz: &#8220;Mamãe, vamo!&#8221; &#8220;Pra onde, Mirela?&#8221; &#8220;Pra escola!&#8221; Ela ama aquele novo mundo, cresce um pouquinho a cada dia! E eu aqui preocupada com bactérias e vírus&#8230;</p>
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