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	<title>MMM - Mamãe com M Maiúsculo... &#187; Diário de uma mãe de primeira viagem</title>
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	<description>Maternidade: experiência para toda a vida</description>
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		<title>A MÃE QUE TODO FILHO MERECE TER</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jul 2014 01:24:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além de mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[O (outro) trabalho da mamãe]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo filho merece uma mãe PRESENTE. Embora eu concorde que nossa vida profissional e pessoal não devam sucumbir após a maternidade, os filhos merecem ter mães que possam estar perto para vê-los crescer e, ainda mais, para ajudá-los a crescer. Ainda vivemos numa mundo em que o principal papel do homem é o de ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo filho merece uma mãe PRESENTE. Embora eu concorde que nossa vida profissional e pessoal não devam sucumbir após a maternidade, os filhos merecem ter mães que possam estar perto para vê-los crescer e, ainda mais, para ajudá-los a crescer. Ainda vivemos numa mundo em que o principal papel do homem é o de ser provedor, cuidador da familia, e não acho que seja errado, afinal isto é até bíblico. E se assim fosse de fato, nós mulheres teríamos tempo de qualidade para ajudar nossos filhos a crescer, a ser pessoas melhores e assim tornar o mundo melhor, para eles próprios.</p>
<p>Todo filho merece ter uma mãe FELIZ. Sinto uma angústia quando me deparo com mães (e não são poucas!) que não se sentem felizes. Não com a maternidade em si, mas com suas vidas. É como se não tivessem conseguido encaixar a maternidade na sua rotina diaria e viceversa. E vivem infelizes com o que fazem da vida: não dão conta de sua vida profissional, nem de sua familia, nem de si mesmas. E assim, passam a ser trabalhadoras infelizes, mães infelizes, mulheres infelizes. E, para mim, o estado de espírito materno reflete diretamente no estado de espírito de nossos filhos. Pensas que não, mas eles são atentos às nossas mudanças de humor e, da forma deles, percebem e enxergam as nossas angústias, que refletimos na forma de impaciência e falta de carinho.</p>
<p>Todo filho merece ter uma mãe BONITA, aos seus olhos. Não estou exaltando a beleza pura e seca, mas a beleza vista pelos olhos de uma criança, sem preconceitos e sem padrões. Uma beleza que poderia ser descrita como beleza materna, aquela que torna bela a nossa expressão quando sorrimos de felicidade pela descoberta da novidade pelos nossos filhos, que nos torna as pessoas mais importantes do mundo quando recebemos um beijo babado no rosto e que nos faz sorrir com os lábios e com o olhar. A beleza encantadora que só uma mulher pode ter e que respinga aos olhos dos outros quando a maternidade é exercida com prazer.</p>
<p>Todo filho merece uma mãe que tem define PRIORIDADES: 1) a fé, 2)a família, 3) a carreira, necessariamente nesta ordem. É aquela mãe que preza pela espiritualidade no lar, independente de religião, que ensina que sem fé não se chega a lugar algum e que é preciso acreditar que nós somos mais do que pele e osso; mas temos um propósito a ser vivido e uma missão no mundo a ser cumprida. É aquela mãe que coloca a familia em seu devido lugar: antes da carreira; para que os filhos percebam que a vida é mais do que dormir, acordar, trabalhar, ganhar dinheiro e gastar, gastar, gastar&#8230;Há  muito mais a viver do que apenas isso. É aquela mãe que, ao trabalhar, tem seu foco em melhorar a qualidade de vida de sua familia, sem que para isso, precise sacrificar a si mesma e a propria familia, caso contrario, acaba caindo em um paradoxo: trabalha para  dar qualidade de vida pra familia, mas não tem tempo para usufruir da qualidade com a familia.</p>
<p>Foi por acreditar que todo filho merece ter uma mãe PRESENTE, FELIZ, BONITA e que define como prioridades 1) a fé, 2)a família, 3) a carreira que eu fiz a minha escolha: a carreira Mary Kay me possibilita ser plenamente MÃE, sem deixar de lado a mim mesma. Sou grata a Deus por esta empresa cuja filosofia dificilmente se encontra em qualquer outra e, é nela que, há mais de dois anos, tenho encontrado oportunidades de crescimento pessoal e profissional, sem que para isso eu precise deixar de lado meu bem e meu motivo mais precioso de viver: minha familia.</p>
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		<title>Poucas (e duras) palavras&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2012 01:09:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabei de chegar da palestra sobre a importância do diálogo e da formação moral para o futuro dos nossos filhos, que aconteceu na escola da Mirela&#8230; Resolvi compartilhar apenas o que absorvi da palestra, se maiores delongas&#8230;
&#8230;
Parece que a medida que o tempo passa, educar fica mais complicado. Hoje, no mundo tecnológico em que vivemos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de chegar da palestra sobre a importância do diálogo e da formação moral para o futuro dos nossos filhos, que aconteceu na escola da Mirela&#8230; Resolvi compartilhar apenas o que absorvi da palestra, se maiores delongas&#8230;<br />
&#8230;<br />
Parece que a medida que o tempo passa, educar fica mais complicado. Hoje, no mundo tecnológico em que vivemos, as competições são injustas: conversas na varanda com toda a familia reunida versus laptops e tablets de cada um ligado; fazer brigadeiro de panela versus microondas; fazer um suco de laranja fresquinho e demorado versus abrir uma caixa e derramar o suco no copo&#8230;</p>
<p>Diante de tantas facilidades, acabamos por nos acomodar também na educação de nossos filhos, e sucumbir às facilidades de ceder aos desejos, deixar as regras serem descumpridas por causa de chantagens emocionais e não nos conformarmos com o primeiro fracasso na tentativa de educar. As vezes vamos pelo lado mais fácil, até pelo cansaço que nos abate ao final do dia. Quem aguenta ficar explicando os motivos pelos quais o menino não deve subir na cadeira e se pendurar no armário da cozinha trezentas vezes depois de um dia difícil de trabalho e trânsito?</p>
<p>Apesar do mundo louco em que vivemos, temos sim que ter espaço e paciência para verdadeiramente EDUCAR, que nada mais é do que um ato de amor! Essa é, primordialmente, a nossa missão como PAIS!</p>
<p><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/05/educar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1642" title="educar" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/05/educar.jpg" alt="" width="216" height="200" /></a></p>
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		<title>Tô na mesa, pessoal!</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 03:01:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre qualquer coisa]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/541288_169670289827394_131553713639052_232463_1173796417_n.jpg" alt="" width="620" height="730" /></p>
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		<title>Na semana do Dia das Mães&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 15:24:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; um presente para ficar na memoria&#8230;
Meu relato de parto cesárea dado à Jornalista Renata Losso (SP), para o site IG Delas&#8230;
http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-me-por-ter-optado-pela-cesarea.html

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; um presente para ficar na memoria&#8230;</p>
<p>Meu relato de parto cesárea dado à Jornalista Renata Losso (SP), para o site IG Delas&#8230;</p>
<p><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-me-por-ter-optado-pela-cesarea.html">http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-me-por-ter-optado-pela-cesarea.html</a></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i0.ig.com/bancodeimagens/23/4a/jt/234ajt300pvzp1vf5yo4fvws1.jpg" alt="" width="456" height="286" /></p>
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		<title>E o Oscar vai para&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 12:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; Mirela, por sua atuação no filme &#8220;Por favor, olhem para mim!&#8221;


Gente, minha menina é uma mini atriz!
Ela está numa fase que quer chamar a atenção para si, mesmo que isso signifique atrapalhar nossas conversas ao telefone, nossos diálogos em familia ou nos impedir de usar o smartphone ou o laptop.
A moda dela é nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8230; Mirela, por sua atuação no filme &#8220;Por favor, olhem para mim!&#8221;</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Gente, minha menina é uma mini atriz!</p>
<p>Ela está numa fase que quer chamar a atenção para si, mesmo que isso signifique atrapalhar nossas conversas ao telefone, nossos diálogos em familia ou nos impedir de usar o smartphone ou o laptop.</p>
<p>A moda dela é nos deixar de coração mole, nos chamando por diminutivos. Se saio de perto dela porque tenho que resolver algo pelo computador, ela começa: &#8220;mamãeeeee, MAMÃEZINHAAAA!&#8221;  Se o pai vai para o escritorio trabalhar, lá vai ela procurando-o: &#8220;papaiiiiiii, PAPAIZINHOOOOO!&#8221; Outro dia, estávamos num sitio e minha irmã saiu na frente com os filhos em direção ao galinheiro e não esperou por nós; Mirela apelou: &#8220;titia, TITIAZINHAAAA!&#8221; Quem é que resite a esses chamados tão carinhosos? Claro que ela já percebeu que com este apelo dramático as atenções se voltam para ela&#8230;</p>
<p>A outra modalidade de interpretação menos agradável é o famoso &#8220;grito&#8221;. Estamos conversando à mesa, ou no carro, eu e o pai, e ela começa a falar bem alto qualquer coisa, para atrapalhar a conversa. O que fazemos? A principio, dá vontade de desistir da conversa, mas temos procurado não dar cabimento aos apelos e continuamos conversando por algum tempo, também elevando o nível da voz, até que um dos dois desiste e diz: &#8221; ah, deixa pra gente conversar depois!&#8221;  Hein, como assim?  Depois, quando???</p>
<p>As vezes conversamos e damos atenção a ela ao mesmo tempo. Aí a conversa vira samba de crioulo doido: &#8220;ah, hoje caminhei&#8230; peraí, Mirela, segura a xícara!&#8230;caminhei na pracinha&#8230;não disse que você ía derramar o leite! &#8230;e encontrei&#8230;quer mais pão?&#8230;minha amiga que não via!&#8230; filha, você já passou a margarina!&#8230;tsctsctsctsc&#8230; E o ser ouvinte fica assim, meio sem saber o que fazer, se espera eu concluir a frase, se me ajuda a concluí-la, se distrai Mirela enquanto eu falo o que quero, ou se levanta e vai embora. Afe!</p>
<p>E inventa outras artimanhas: nos chama para dançar, para pular, ou diz &#8220;vem, vem comigo!&#8221; E é insistente, meirmão! rsrsrsrsrsrsr</p>
<p><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/05/oscar1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1626" title="oscar1" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/05/oscar1.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a></p>
<p>A modalidade &#8220;jogar-se no chão&#8221; foi incorporada ao seu portfolio de atriz recentemente. Por enquanto, só atuou em casa mesmo. Ainda não ousou demonstrar sua capacidade de interpretação nos palcos de supermercados e lojas, como a maioria dos atores mirins. Nossa postura tem sido de ignorar o fato. Se é contrariada, ela tipo finge que caiu no chão e diz: &#8220;ops, caiu!&#8221; Aí a gente diz: &#8220;ah, caiu? levanta!&#8221; E não dá mais bola. Ou se joga no chão sentada e bate as pernas no chão. O que fazemos? Lançamos um olhar de reprovação, não falamos nada e simplesmente ligamos o &#8220;to ignore&#8221;. Em segundos a pequena atriz se arrepende da atuação, estende os bracinhos e diz: &#8220;vem, mamãe, vem!&#8221;. Nessa hora de rendição, eu a seguro nos braços e digo o que não poderia ser feito. Daí em diante, o drama acaba. E ela até desconversa, acredita?</p>
<p>Ah, e tem a tentativa de suborno! Quando está prestes a levar uma bronca por ter, por exemplo, subido na janela, ela faz um bico e diz: &#8220;um beijo!&#8221;. E tem também o apelo a terceiros: quando eu não a deixo fazer algo, ela corre para o pai, chorosa, tipo pedindo que ele a autorize, e aí eu solto a frase que eu jamais imaginei falar tão cedo: &#8220;e não adianta pedir ao seu pai!&#8221;</p>
<p>Gente! Tão pequena e tão astuta! Com quem aprende essas coisas, hein? Deve estar frequentando umas aulas de interpretação&#8230;Talvez na escola, hum?</p>
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		<title>HAPPY BLOGDAY!!!</title>
		<link>http://www.tatianabachur.com.br/2012/04/25/happy-blogday-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 10:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[
Depois do suspense, enfim o motivo da contagem regressiva &#8211; o aniversário do blog.
Engraçado  que quem me deu a ideia de fazer a contagem regressiva até o dia de hoje, foi a Mirela. Estávamos na casa da minha mãe na sexta feira, dia 20, e assim, do nada, ela começou a contar de trás pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/bolo.002.png"><img class="size-full wp-image-1577 alignleft" title="bolo.002" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/bolo.002.png" alt="" width="241" height="225" /></a></p>
<p>Depois do suspense, enfim o motivo da contagem regressiva &#8211; o aniversário do blog.</p>
<p>Engraçado  que quem me deu a ideia de fazer a contagem regressiva até o dia de hoje, foi a Mirela. Estávamos na casa da minha mãe na sexta feira, dia 20, e assim, do nada, ela começou a contar de trás pra frente: 5,4,3,2,1. Eu e minha mãe nos entreolhamos sem entender muito bem o feito que ela acabara de realizar e então, ela repetiu&#8230; Vai saber quem anda ensinando essas coisas pra ela! Certeza que na escola não é, porque isso não é assunto de uma turma de infantil II, não meeeeesmo!</p>
<p>Então foi aí que resolvi  fazer o teaser da contagem regressiva na nossa fan page do Facebook. Engraçado mesmo foi ler os palpites, todos girando em torno de uma nova gravidez. Pura ilusão! Até o presente momento, Mirela é filha única, ainda&#8230;</p>
<p>Talvez algumas palpiteiras fiquem decepcionadas e digam: ah, era só isso? Mas deixa a mama aqui explicar. Eu sou apaixonada por datas! Sei a data de muitos acontecimentos da minha vida e, se forem motivos para serem comemorados, eles são. Assim é com o blog&#8230;</p>
<p>Essa página foi gerada por um ser masculino, Papai Ju, e parida por mim há exatos 3 anos. Durante todo este tempo, ela foi cuidada por nós dois: ele no layout, nas dicas; eu nos textos. E foi apadrinhada por muitos; os quase 300 mil acessos mostram que tem muita gente cuidando da existência dele também. E assim, esse nosso filho mais velho digital foi alimentado, ganhou corpo e hoje está assim, moderno, com cara de profissional, mas sem deixar de ser o nosso sitio aconchegante na internet.</p>
<p>Se conseguem perceber, não sou uma blog writer que está aqui para defender grandes causas, lutar por bandeiras ou militar por algo que julgue que pode mudar o mundo. Estou aqui, desde o começo, despretenciosamente expondo minhas experiências como grávida e mãe, e só! Dando minha cara a tapa, muitas vezes, eu sei, mas tudo isso pelo simples prazer de compartilhar experiências fazendo uma das coisas que mais me faz bem: escrever. Foi daí que surgiu uma frase que publiquei certa vez: <strong>não pretendo ser formadora de opinião; quero apenas expôr a minha</strong>! Aliás, sobre muitas coisas, eu nem mesmo tenho opinião&#8230;</p>
<p>Meu prazer é pegar um tema que estou vivendo e mesmo sem contexto, desenrolar um artigo. Eu adoro isso! A maluca da aula de redação que adora dissertar, além de narrar e descrever, é claro! E me pedir para escrever sobre o que estou vivendo é me dar pano pra fazer manga!</p>
<p>Um dia me perguntaram como eu começava a escrever um post. Depois de pensar um pouco, lembrei do que uma escritora que escreveu em sua autobiografia: começo tendo um título; se tenho um bom título, tenho um texto; se não tenho um bom título, o texto não flui. Simples assim. De repente, vem na minha cabeça um título sobre o assunto em voga aqui em casa ou pelo mundo e daí, tcharammm, fico me coçando para sentar e dissertar. Enquanto não escrevo, não sossego! Eu amo isso!</p>
<p>Aqueles seis meses negros em que o blog ficou congelado, sem novos posts, foram meses de total escuridão de ideias e  criatividade. Nunca imaginei que ficaria tanto tempo sem escrever&#8230; Será que foi porque fiquei todo esse tempo também sem ler? É, porque pra mim, uma coisa puxa a outra. Em geral, quem gosta de ler, curte escrever também; e eu sou assim.</p>
<p>Enquanto colocava a pequena Mirela para dormir, lembrei de algumas coisas que aconteceram durante esses 3 anos e que ganharam postagens. E para lembrar de alguns detalhes, só mesmo relendo os posts. Então é assim mesmo, para mim, o blog é um caderno de memórias compartilhadas, ou melhor escancaradas pelo planeta terra, pois serão lidas em qualquer canto que haja um ser que leia em português. Talvez alguém lá na Indonésia, ou na China esteja lendo agora, quem sabe?&#8230;</p>
<p>Aprendi muita coisa com os compartilhamentos públicos, os comentários &#8220;pra cima&#8221;, as críticas. E refleti muitas vezes sobre determinado assunto  enquanto escrevia sobre ele. As vezes, os textos funcionam como autoreflexões e o que pareço estar falando para você, estou falando para mim mesma!</p>
<p>Não peço &#8220;likes&#8221;, não peço que pelamordedeus comentem, pois sei que tudo isso fica bem melhor quando é espontâneo. Um bom comentário, é aquele que vem da alma, sincero, porque quis ser escrito e não por ter sido pedido. Estou sim alfinetando blogs que só faltam implorar por comentários&#8230;não gosto disso. Fico imensamente feliz quando recebo comentários do tipo &#8220;leio seu blog há dois anos e nunca comentei, mas neste texto eu me identifiquei e quis comentar.&#8221; Ou, &#8220;nunca tinha comentado, mas nesse, tinha que comentar.&#8221; Pronto! Fico feliz quando um texto &#8220;bate&#8221;, de alguma forma, com a pessoa. E a consequência disso é um comentário, mutias vezes emocionado, outras vezes contido, outras vezes como desabafo enviado mas que não quer ser publicado&#8230; É assim que vale mais a pena!</p>
<p>Se você acha que tudo isso não é motivo bastante para comemorar é porque não entende o quão importante é para mim escrever&#8230; Adoro fazer isso. Por mim e PRA VOCÊ!</p>
<p>Obrigada por me acompanhar nesse livro aberto que eu mesma não sei quando terá fim, afinal, A MATERNIDADE É UMA EXPERIÊNCIA PARA TODA A VIDA&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ontem, hoje e para sempre&#8230;</title>
		<link>http://www.tatianabachur.com.br/2012/04/16/ontem-hoje-e-para-sempre/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 12:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Filha, eu te amei&#8230;
Amei você desde o princípio, desde que te desejei&#8230;
Amei você ao curtir sua espera, longas semanas, contadas uma a uma&#8230;
Amei você em preto e branco, nas suas primeiras imagens, quando ainda habitavas dentro de mim&#8230;
Amei você ao te imaginar colorida e real, com cheiro e maciez&#8230;
Amei você no seu primeiro choro, ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Filha, eu te amei&#8230;</p>
<p>Amei você desde o princípio, desde que te desejei&#8230;</p>
<p>Amei você ao curtir sua espera, longas semanas, contadas uma a uma&#8230;</p>
<p>Amei você em preto e branco, nas suas primeiras imagens, quando ainda habitavas dentro de mim&#8230;</p>
<p>Amei você ao te imaginar colorida e real, com cheiro e maciez&#8230;</p>
<p>Amei você no seu primeiro choro, ao te amamentar, ao te consolar em suas primeiras dores&#8230;</p>
<p>Amei você a cada novo passo, a cada palavra errada que dizias, ao descobrires que o mundo é mais do que meu colo&#8230;</p>
<p>Filha, eu te amo!</p>
<p>Amo-te por cada cachinho dos teus cabelos, por cada dedinho dos teus pés&#8230;ah, sou apaixonada por eles!</p>
<p>Amo-te por tuas preferências, pelo azul do céu que tanto amas, pelo teu carinho para com os livros, pelo teu apreço pela música&#8230;</p>
<p>Amo-te porque as vezes tu pareces comigo, e as vezes não&#8230; Amo-te por poder descobrir-te a cada dia, e me descobrir em você&#8230;</p>
<p>Amo-te pela tua independência, por não teres medo do escuro, por confiares que te protegeremos se precisares&#8230;</p>
<p>Amo-te por tua companhia, por teu sorriso não tão fácil, mas sempre sincero, por teus diálogos intermináveis, por tua capacidade de cativar quem te conhece&#8230;</p>
<p>Filha, eu te amarei&#8230;</p>
<p>Amarei você mesmo que seus cachinhos se percam pelo caminho, e que seus pés ganhem o mundo longe de mim&#8230;</p>
<p>Amarei você mesmo que mudes de ideia quanto as cores, os livros e a música&#8230;</p>
<p>Amarei você quando não souberes quem de fato és, quando as dúvidas existenciais te afligirem, quando não quiseres mais parecer comigo&#8230;</p>
<p>Amarei você quando os medos te rondarem, as sombras parecerem monstros e no escuro gritares por minha presença&#8230;</p>
<p>Amarei você nas dores da alma, porque elas existem e são piores do que as do corpo. Amarei você e te darei meu ombro, meu silêncio e meu respeito&#8230;</p>
<p>Filha, eu te amei, eu te amo e te amarei para sempre, sem aspas, sem justificativa e sem explicação&#8230; Eu simplesmente amo você!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/SAM_19761.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1555" title="SAM_1976" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/SAM_19761-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a></p>
<p><strong>PS.:</strong></p>
<p><strong>Não, hoje não é uma data especial para eu dar este presente para minha filha! Hoje é mais um dia para eu amá-la, e eu espero ter outros milhares pela frente, porque amar um filho é bom demais!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para não padecer no paraíso&#8230;</title>
		<link>http://www.tatianabachur.com.br/2012/04/09/para-nao-padecer-no-paraiso/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 13:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[filho único]]></category>
		<category><![CDATA[padecer no paraíso]]></category>
		<category><![CDATA[segundo filho]]></category>

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		<description><![CDATA[Num momento como este, em que começamos a pensar em dar um irmãozinho para Mirela, é inevitável que as lembranças da primeira gestação e dos primeiros anos como mãe venham à tona.
Apesar de concordar plenamente que a primeira gravidez nos reserva um mundo desconhecido e que nos abre as portas para o mais desconhecido ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num momento como este, em que começamos a pensar em dar um irmãozinho para Mirela, é inevitável que as lembranças da primeira gestação e dos primeiros anos como mãe venham à tona.</p>
<p>Apesar de concordar plenamente que a primeira gravidez nos reserva um mundo desconhecido e que nos abre as portas para o mais desconhecido ainda mundo da maternidade, devo confessar que para um segundo passo, isso também não me soa diferente. Na primeira vez, desconhecido total; na segunda vez: experiências já vividas, que podem ser boas e/ou ruins, somadas ao desconhecido que virá &#8211; cada gravidez é uma gravidez; cada filho é um filho; criar um bebê na presença de uma outra criança que já existe é diferente, criar uma criança na presença de um outro bebê é um desafio novo &#8211; , tornam a segunda experiência ainda mais palpitante.</p>
<p>O que mais martela minha cabeça, no momento, é a questão: como Mirela vai lidar com a possível presença de um irmãozinho ou irmãzinha em casa? Teremos condições de dar a merecida atenção a ela mesmo envolvidos com a chegada de um recém nascido? Pode parecer precipitado, mas é o que mais me questiono quando penso em outro filho.</p>
<p>Tenho procurado socializar Mirela de tal maneira que ela não se sinta dona exclusiva do pedaço, dividindo a atenção para ela e outras crianças, como primos e amiguinhos. Quero que ela perceba que, ainda que eu esteja em contato com outras crianças, eu ainda sou a mãezinha querida dela, que a ama e que cuida dela sempre. A verdade é que ela tem me surpreendido, tratando sempre bem outras crianças, dividindo e compartilhando seus momentos, seus brinquedos, livros, dvds e seus pais. Teremos ainda bastante tempo para amadurecer essa ideia dela não ser a única a merecer nossa atenção, afinal, sequer estou grávida ainda&#8230; Acredito que conversar, dar exemplo de irmãos em outras famílias, pode ajudar a amadurecer a ideia na cabecinha dela, mas só o acontecimento poderá mostrar como isso se consolidou ou não&#8230;</p>
<p>Se depender de como tudo aconteceu durante minha primeira gravidez, eu já teria repetido a dose outras tantas vezes fossem possíveis. Pelo parto e a recuperação, tiraria de letras outras barrigadas. Caminhando mais um pouco a frente, eu poderia até desistir de um segundo filho se me deixasse levar pelas dificuldades iniciais que rondaram por aqui, como o baby blues (que virou depressão), minha fobia alimentar durante a amamentação, enfim&#8230; Mas nada de difícil ou de ruim que tenha acontecido me tira a vontade de viver novamente a experiência de gerar-parir-cuidar. E isso quem tem me ensinado é a própria Mirela, sem ao menos saber&#8230; Com cada  fase da criança que se vai, vão-se as dificuldades e ganha-se nova experiência para enfrentar a nova fase que chega. Chegam com ela novas descobertas, novas conquistas e&#8230;novas dificuldades&#8230; E assim, vamos caminhando, acompanhando o crescimento de nossa filha, vencendo etapas, momentos conflituosos na educação e desenvolvimento, mas sempre na companhia de muitas, muitas alegrias, que suplantam qualquer dor, tristeza ou dificuldade.</p>
<p>Existe também um fator importante e de ordem prática que costuma pairar a cabeça dos que pensam em ter mais filhos: conseguiremos oferecer ao segundo tudo o que oferecemos ao primeiro? Conseguiremos dar conta dos dois financeiramente sem que haja queda na qualidade da educação, lazer e tudo o mais? Sempre que penso nisso, logo lembro da frase que minha melhor amiga, e mãe de uma menina também por enquanto filha única, leu em algum lugar e me passou: <strong>um irmão é o único presente que apenas os pais podem dar a um filho</strong>. Quer dizer que, qualquer outra coisa, uma viagem, mensalidade escolar, boas roupas, brinquedos, seja o que for, podem ser dados por parentes, padrinhos, amigos&#8230;Mas nunca nenhuma dessas pessoas poderá conceder ao seu filho a experiência de conviver, de ter um irmão&#8230; Esse pensamento remove de mim todo o medo de não conseguir suportar financeiramente uma família maior&#8230;</p>
<p>Eu até entendo o que querem dizer com o dito popular de que &#8220;ser mãe é padecer no paraíso&#8221;. Entendo, mas não concordo. Ser mãe, seja de um ou de quantos forem, exige convicção total de que a sua vida mudou &#8211; se vai ser para melhor ou para pior, é você quem vai tomar partido; é só você que pode escolher incorporar as coisas boas e as coisas ruins que vem junto com a maternidade. As boas, são infinitamente maiores, mas será que você as enxerga assim? Se não conseguir, aí sim, você irá padecer, ao invés de viver e curtir o paraíso&#8230;</p>
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		<title>Para sempre em mim</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 11:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[nome do filho]]></category>
		<category><![CDATA[tatoo]]></category>
		<category><![CDATA[tatuagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Mirela chegou na minha vida e me fez mudar vários conceitos. Dentre eles, o conceito de PARA SEMPRE.
Nunca me imaginei fazendo uma tatuagem, porque é sempre achei que era algo muito, muito marcante, merecedor da minha dor e de corresponder a algo que durasse uma vida toda, já que uma vez tatuado, o indivíduo carrega [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1526" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><a href="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/tatoo.jpg"><img class="size-full wp-image-1526 " title="tatoo" src="http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2012/04/tatoo.jpg" alt="" width="432" height="576" /></a><p class="wp-caption-text">PORQUE FILHO É PARA SEMPRE...</p></div>
<p>Mirela chegou na minha vida e me fez mudar vários conceitos. Dentre eles, o conceito de PARA SEMPRE.</p>
<p>Nunca me imaginei fazendo uma tatuagem, porque é sempre achei que era algo muito, muito marcante, merecedor da minha dor e de corresponder a algo que durasse uma vida toda, já que uma vez tatuado, o indivíduo carrega a marca até a morte, mesmo que se arrependa e tente retirar com laser, mesmo que cubra o objeto do arrependimento com outro nome ou desenho, ele sempre estará ali, cravado na sua pele, dentro de suas células&#8230;</p>
<p>Ontem, 03 de abril, Mirela completou 2 anos e 4 meses. Por coincidência ou não, foi a data agendada para que eu fosse encarar um dos meus maiores desafios pessoais, uma quebra de tabu, meu rito de passagem para o mundo dos &#8220;marcados para sempre&#8221;. Lá fui eu, escondida, sozinha; apenas eu e minha coragem.</p>
<p>Estava decidida quanto ao &#8216;desenho&#8217; (no caso, um nome) e local. A escolha da fonte não foi difícil, pois esta daí saltou aos meus olhos por conter embutido na letra M, uma letra J, nome do pai de Mirela, Jorge, ou Junior, tanto faz&#8230; é tudo com J&#8230;</p>
<p>O processo foi rápido, muito rápido. Foram cerca de 8 minutos de dor, uma dor chata, mas plenamente suportável. Passado o susto, lá estava ela, linda e radiante, minha tatuagem, minha primeira tatuagem (dizem que quando você começa não pára mais&#8230;). Mais lindo ainda o motivo que me levou a fazê-la: o nome de minha filha, minha primeira filha (dizem que quando a gente é mãe do primeiro filho não quer parar mais&#8230;).</p>
<p>Saí do estúdio orgulhosa de mim, da minha escolha. E minha despedida foi a seguinte: &#8220;até o próximo!&#8221;. A recepcionista foi logo me corrigindo: &#8220;até a próxima, né?!&#8221;. E eu disse: &#8220;é até o próximo mesmo&#8230;o próximo filho!&#8221; Gargalhada geral&#8230;</p>
<p>Sim, tenho outro braço para ser tatuado, e outras infinitas áreas do meu corpo esperando por nomes que ainda nem estão escolhidos, mas que começam a rondar meus pensamentos&#8230; O próximo será de uma menina ou de um menino?&#8230;</p>
<p>Enfim, depois que entendi o amor maternal, percebi que há sim amor eterno, forte o suficiente para ser cravado na pele&#8230; <strong>Porque filho é para sempre, e a maternidade é uma experiência para toda a vida&#8230;</strong></p>
<p><strong>A VOCÊ QUE CURTE NOSSO BLOG&#8230;</strong></p>
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		<title>Quando &#8220;baby blues&#8221; vira depressão &#8211; o relato de uma mãe ainda em tratamento</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 01:57:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[baby blues]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[depressão pór-parto]]></category>

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		<description><![CDATA[Era 1o. de janeiro de 2010, Mirela com 29 dias de vida e eu escrevendo sobre &#8220;baby blues&#8221; (http://www.tatianabachur.com.br/?p=897). De lá pra cá, não comentei mais nada no blog sobre isso, mas a verdade é que muita água rolou nesses pouco mais de 2 anos, e eu rolei ribanceira abaixo, junto com as águas, quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era 1o. de janeiro de 2010, Mirela com 29 dias de vida e eu escrevendo sobre &#8220;baby blues&#8221; (http://www.tatianabachur.com.br/?p=897). De lá pra cá, não comentei mais nada no blog sobre isso, mas a verdade é que muita água rolou nesses pouco mais de 2 anos, e eu rolei ribanceira abaixo, junto com as águas, quase me afogando e tendo que procurar um tronco em que eu pudesse me segurar e não deixar de respirar.</p>
<p>Metáforas a parte, o que aconteceu comigo após o parto deixou de ser &#8220;baby&#8221;, ganhou força, cresceu e se instalou dentro de mim de uma forma tal que até hoje estou tentando me desvencilhar (as águas ainda estão rolando&#8230;).</p>
<p>Como comentei no referido post, meu primeiro diagnóstico foi dado por meu marido, seguido da pediatra da Mirela e depois da minha G.O., isso tudo, durante o primeiro mês de vida da Mirela. Todos falavam a mesma coisa: você precisa de ajuda de um médico. Porém, imaginando que com o passar do tempo as coisas (inclusive os hormônios) voltariam para o lugar, fui deixando os dias rolarem&#8230;</p>
<p>Quando minha licença maternidade acabou e eu tive que retomar as atividades do doutorado, tudo começou a se complicar. Eu ia para a faculdade e não conseguia produzir nada, chorava a maior parte do tempo, não me sentia capaz de realizar o que precisava. E nada tinha a ver com o bem estar de Mirela, muito bem amparada em casa pela minha mãe, uma babá e uma secretária. Eu apenas não sabia o que estava fazendo ali&#8230;</p>
<p>Foram 3 meses ainda levando o doutorado desse jeito, até que em julho, Mirela já com 7 meses e concluída a amamentação, recebi outro diagnóstico de uma colega da faculdade: você está com depressão e precisa de ajuda médica. Neste dia, corremos atrás de pessoas que pudessem nos indicar um médico de confiança e que pudesse me atender &#8220;pra ontem&#8221; e assim, fui na minha primeira consulta com um psiquiatra.</p>
<p>Nunca, absolutamente nunca tive preconceito em falar sobre isso. Até hoje, se preciso falar nesse assunto, solto abertamente: &#8220;minha psiquiatra falou&#8230;&#8221; (sim, &#8220;minha&#8221; porque mudei de médico depois de 10 meses de tratamento). O que me segurou durante tanto tempo até procurar tratamento especializado foi a esperança de que tudo voltasse ao normal dentro de pouco tempo, como acontece com a maioria das puérperas. Mas 7 meses foram demais e a depressão quase me derrubou, literalmente.</p>
<p>E o que eu sentia para ter como diagnóstico a depressão (já nem foi mais considerada pós parto)? Fora a profunda tristeza (apesar de ter em meus braços o sol da minha vida), vários outros sentimentos ruins como angústia inexplicada, negativismo, pessimismo, pensamentos autodestrutivos (&#8220;bem que eu poderia ter uma apendicite, fazer uma cirurgia e ficar internada por uns dias!&#8221;, &#8220;bem que aquele carro podia vir na minha direção e me mandar para o hospital&#8221;, coisas do gênero&#8230;), baixa autoestima (ao ponto de não lembrar de tomar banho, lavar os cabelos 1x por semana, deixar de ter cuidados básicos de higiene, não dar a mínima para roupas, sapatos, acessórios nem pensar, maquiagem muito menos), total atitude antissocial (nada de telefone, sair com amigos; sair com o marido e Mirela era um tormento, porque eu não queria sequer me vestir; ausência da internet por pelo menos 6 meses), uma absurda falta de memória, incapacidade para ler, compreender, escrever, e até mesmo dificuldade em falar (faltavam as palavras; eu era incapaz de resolver uma página de palavras cruzadas, ou de ler um livro), falta de concentração, falta de perspectivas, sentimento de inferioridade, questionamentos profundos sobre a existência, tremores nas mãos (a coordenação motora fina fica afetada) e talvez mais algumas coisas que não vou me lembrar agora&#8230;Tudo isso somado à imensa responsabilidade de criar a primeira filha e manter o casamento.</p>
<p>Doenças apareceram: desenvolvi alergias dermatológicas, respiratórias, tive pneumonia, pleurite, tomei mais de 20 medicamentos diferentes em 1 mês&#8230; Corpo e mente estão realmente interligados &#8211; a mente adoece, o corpo adoece.</p>
<p>Os primeiros 10 meses de tratamento com o primeiro médico foram uma mera tentativa de acertar a medicação, que não funcionou. A terapia também já não funcionava, porque passei a desacreditar na possibilidade de cura. Foi em maio de 2011 que Deus colocou no meu caminho a minha atual médica, com quem estou já há outros 10 meses e que tem  me ajudado a voltar aos eixos, não só com medicação, mas com muita conversa e muito incentivo. Devo também parte da minha escalada rumo à cura à minha psicóloga, com quem também estou há 10 meses. E o que posso dizer do momento atual é que, AOS POUCOS, vou voltando a ser gente.</p>
<p>Talvez agora fique mais claro o motivo do meu sumiço da rede, quando deletei meus perfis das redes sociais e abandonei o blog. Por 6 meses eu sequer ligava o computador, muito menos usava o smartphone (dado de presente pelo meu marido na tentativa de me reconectar com o mundo), salvo para colocar algum vídeo preferido de Mirela no You Tube&#8230;</p>
<p>Durante todo este tempo de tratamento, tentei segurar a onda do doutorado. Cada dia eu achava que poderia dar certo e que eu amanheceria melhor e com disposição para voltar às atividades. Porém, depois de 2 tentativas de ir para a faculdade e voltando para casa no meio do caminho, percebi que algo muito forte me impedia de continuar e, hoje, sei que realmente criei um bloqueio contra o ambiente que eu precisaria frequentar (muitos motivos nas entrelinhas) e minha libertação só começou agora em janeiro de 2012, quando fui obrigada a tomar uma decisão: parar ou continuar e terminar; optei pela primeira, pois o assunto &#8220;doutorado&#8221; ainda me tira do sério. Quem sabe um dia, com a cabeça no lugar, com as feridas cicatrizadas, eu retome este meu antigo sonho&#8230;Mas agora não, não estou em condições de viver o a loucura que é escrever e defender uma tese (fora a qualificação, o exame de proficiência, os dois artigos para escrever&#8230;).</p>
<p>Coloquei em primeiro lugar a minha saúde; em segundo, mas não menos importante, a minha família (preciso  estar com saúde para viver e aproveitar minha família). Tudo depois disso passou a ser secundário: a carreira, títulos, os sonhos mais ousados. Passei a respirar melhor, fisiologica e mataforicamente falando e agora só faço o que me faz bem, pelo menos até me sentir capaz novamente de encarar os desafios cabeludos que outrora eu enfrentava e que um dia me disseram que, por ser mãe, eu não iria mais conseguir&#8230; Isso eu ainda tenho que vencer: quebrar este martelo que cutuca minha cabeça fazendo com que me sinta incapaz.</p>
<p>Começo a dar sinais de que a libertação se aproxima, mas falta ainda resgatar a autoestima, a vaidade, a vida social, mas sei que estou no caminho. Dando um passo de cada vez, sei que em breve tudo isso não passará de uma experiência do passado. Tudo bem, já são 2 anos e 3 meses lutando contra isso, mas se eu não tiver essa esperança, melhor desistir por aqui mesmo&#8230;</p>
<p>Sei que este post é pesado. Sei que é muito particular. Mas eu estaria indo contra a minha natureza  (sinceridade sempre!) e contra o objetivo principal deste blog (alertar, ajudar) se não o escrevesse. Acho até que demorei demais, mas agora me sinto mais aliviada&#8230; Tenho um bom tema para a terapia amanhã&#8230;</p>
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