Acompanhando o crescimento de Mirela…

Lilypie Second Birthday tickers

Jorge

Esse é o nome do meu pai: Jorge. Minha mãe me me ensinou… Na verdade, passamos a semana inteira treinando para quando chegasse no domingo Dia dos Pais eu fizesse a surpresa. Mas o resultado no primeiro dia foi tão bom que eu já fui logo falando pra ele. Passei a semana respondendo: ‘qual o nome do papai? JORGE! como o papai se chama? JORGE’. Esse é o primeiro nome da família que eu falo. Mamãe fez questão disso e nem sente ciúme.Claro que eu já falava outros nomes como Doki, Pablo, Júlio (do Cocoricó), Aline (de Aline Barros, e por extensão, minha tia Aline), mas o nome do papai é especial…

Engraçado é que eu via a mamãe chamar o papai de um monte de nomes: Mô, Mozinho, Ju, Junior…E eu ficava confusa sem saber o verdadeiro nome dele. Mas aprendi que meu pai tem um nome e vários apelidos. Talvez eu ainda invente um apelido para ele também, mas por enquanto, vou chamá-lo da maneira que mais gosto: PAPAI.

Papai Jorge, você é super! Agora, me ensina a falar o nome da mamãe? :)

Te amo!

Com carinho,

Mirela, a tagarela”

Dando o troco…(Mirela completando 1 ano e 7 meses)

Sorry about the sumiço! Mas, cá estamos de volta…

Bem, exatamente há um mês atrás, quando Mirela completava seus 18 meses, dei a ela o “presente de grego”, lembram? (post logo abaixo)

Pois é…Hoje, Mirela me deu o troco:  um presente nada cheiroso, bonito ou desejado, quer dizer, dependendo do ponto de vista até que ele era desejado…Adivinhem o quê? Fez seu primeiro cocô sem fralda no penico! Viva!!!

Depois de 1 mês de ensaios e treinamentos, a coisa funcionou! E que bom que eu e papai Ju estávamos juntos para parabenizar a nossa mocinha e, é claro, registrar tudo em fotos, que não colocarei aqui por motivos óbvios, kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Foi assim: como ela sempre nos dava de presente um fralda suja após o almoço, peguei o penico e coloquei-a sentadinha nele sem fralda e comecei a conversar com ela; na verdade, estávamos cada uma com uma lousa mágica na mão quando a “coisa” desceu…E eu fiquei emocionadíssima, querendo gritar para chamar o pai, mas sem poder fazer alarde para a pequena não se assustar e achar que toda vez que fizer isso vou dar um escândalo… Fotos tiradas, parabéns dados, bumbum e penico limpos, dei a ela então um adesivo do Doki, conforme eles sugerem na embalagem: cada cocô ou xixi no penico, uma “recompensinha” em forma de adesivo. E ela amou! rsrsrsrs

E aí, aquelas dúvidas do post anterior começaram a ser desvendadas: o cocô vai pra privada e depois alguém (hoje foi o papai Ju, todo orgulhoso, ahahahah) vai lavar o penico de preferência com uma escovinha própria; ele ainda passou um álcool a 70% depois e tudo certo. Eu fiquei encarregada do bumbum da Mirela, bem menos sujo do que quando faz na fralda, já que em geral senta e amassa tudo, aí, já viu… Ah, melhor o penico ir até ela, e não ela até o penico, pelo menos até ela se acostumar, ou seja, o melhor lugar é aquele em que ela esteja afim de ficar naquela hora H…

E assim, aos seus 1 anos e 7 meses, Mirela deu mais um passo para sua independência, mais um avanço no seu crescimento que, aliás, anda a mil por hora…Todo dia tem coisa nova pra gente…incrível! Que orgulho dela e, péra aí, que orgulho de mim também né? rsrsrsrs

EM TEMPO

Estamos com visitas mais que especiais. Minha irmã chegou ontem com os gêmeos e aqui em casa virou uma creche. Mirela está felicíssima com a agitação toda. E nem preciso dizer que ela é a líder da “gangue”composta por duas meninas e um menino…kkkkkkkkkkkkkkkkk   Ah, como seria bom se eles pudessem conviver mais! Sonho…

Presente de grego e divagações escatológicas

Sexta-feira passada, Mirela completou 1 ano e meio. Para marcar a data, resolvi dar a ela um presente, digamos, representativo para marcar o ani-mesversário “redondo”. Na verdade, o presente já estava comprado há vários  meses, só esperando a data que escolhi para começar uma nova etapa com Mirela: o início do fim das fraldas, o temido e desconhecido desfralde.

O lindo embrulho da loja de brinquedos foi devorado por Mirela em segundos e os olhos dela brilharam quando viram o Doki na caixa do Pipinico cor de rosa e lilás. Com certeza ela pensou que era um brinquedo maravilhoso, lindo e fantástico, daquele tamanhão, com o Doki enfeitando a caixa e tals…Tão iludida, que me deu até dó! rsrsrs Mas até que, por enquanto, tá sendo um brinquedo mesmo, pois estamos na fase de treinamento, que em 2 dias já rendeu 2 “funs” ainda “enfraldados”, mas já sentados ou por perto do Pipinico. Estamos no caminho certo, levando na brincadeira e sem fazer pressão. Estou seguindo as dicas que vem na embalagem do produto e acho que é um bom caminho.

Presente de grego para ela…e para mim! É, porque depois que percebi que em breve o novo sistema “xixi-fun” vai funcionar, comecei a ter dúvidas com as quais ainda não tinha me deparado. Perguntas práticas, aparentemente bobas, mas pertinentes para quem nunca teve um penico rolando em casa. Tipo: onde devo deixar o Pipinico, no banheiro da Mirela? Mas como ela vai chegar até ele e ir se acostumando se a porta  fica o tempo todo fechada por segurança? No quarto dela, perto do baú de brinquedos, onde em geral ela vai “se esconder” pra fazer seu “fun”? Ou na sala, tipo como se fosse uma cadeirinha para ver tv (esta tem sido a opção escolhida - rsrsrsrs).

Tá bom, e quando o “fun” for direto para o penico, o que eu faço? Okay, jogo na privada e dou descarga, e como lavar o resto “daquilo” no Pipinico??? Como limpo o bumbum da Mirela a partir daí, com papel higiênico, lenço umedecido, água corrente? E se ela se acostumar com o Pipinico e na rua quiser fazer “fun” apenas no penico? Quando passar do penico para o assento reduzido na privada?

Ai, ai, ai…Parece bobagem, mas na hora H, vamos ver como eu vou fazer para resolver estas questões tão novas…Bem feito pra mim que quis dar logo um penico de presente pra ela numa data tão importante…Podia ter dado num dia comum, sem festa ou bolo de chocolate, porque apesar de muito útil, vai sobrar pra mim…rsrsrs…

Que em breve venham “funs” devidamente “empenicados”!

EM TEMPO

Como está Mirela com 1 ano e 6 meses? Assim, linda e graciosa…e a cara do pai, eu acho! E esses olhos e sorriso acabam comigo! :)

Meu eterno namorado e o melhor presente que ele podia me dar na vida...Meus amores!

Meu eterno namorado e o melhor presente que ele podia me dar na vida...Meus amores!

Amor versão 1.6

Sexta-feira, 03 de junho de 2011.

Hoje, a máquina aqui de casa é versão 1.6. Consome todo o tipo de combustível; não só o dela, mas também o de quem estiver por perto…

Com 1 ano e 6 meses, Mirela é mais do que meu sonho de consumo, é o sonho realizado, concreto. É a máquina que dinheiro nenhum poderia comprar. Foi fabricada por mim e pelo amor da minha vida, na fábrica mais perfeita do mundo: minha barriga. Seu principal combustível foi o leite materno, também vindo da fábrica aqui. Que máquina perfeita!

A versão 1.6 é bem diferente da 1.0. Além de consumir mais energia, é capaz de realizar manobras outrora não possíveis. Anda em qualquer terreno, sobe o que tiver pela frente, tipo rally, com tração 4×4, com certeza… É total flex, consumindo não mais leite como “gás” principal, mas qualquer alimento que tiver pela frente, inclusive do prato dos pais.

Minha máquina 1.6 tem GPS, reconhecendo o caminho da pracinha, da casa dos avós, da padaria, dos seus cantinhos preferidos. Tem computador de bordo e avisa quando quer alguma coisa, já com algumas palavras ditas em perfeito mirelês.

A versão 1.6 é impagável, “introcável”, apaixonante. “Dirijo” com prazer esta minha máquina possante, que tanto nos proporciona emoções…É amor na máxima potência, coração girando a mil e uma rpm, é pista com obstáculos a vencer, mas superáveis pela potência do motor. É amor demais…é amor na versão 1.6, com o melhor desempenho que se pode imaginar.

Minha pequena grande máquina, amo dirigir-te, ou será que eu que sou dirigida por ti? It doesn’t matter! I love you, chuchu!

TV or not TV???

Dia desses uma amiga-leitora-mãe me pediu para escrever um post sobre filhos e tv. Ai, Lu, parece até que eu sou a pessoa mais indicada para escrever sobre isso, porque o meu ponto de vista é: não sou contra nem a favor, muito pelo contrário… Mas, vamos lá.

Tv aqui em casa rola solta sim. Diferente do tempo que minha mãe me criou longe dos “raios nocivos que emanavam dos aparelhos de antigamente”; e durante a criação das minhas irmãs também foi assim.

Quando crescemos um pouco mais, por conta da religião, mamãe evitava a todo custo que assistíssemos programas “pesados” para a epóca, como Armação Ilimitada, TV Pirata, novelas e até Os trapalhões.

Hoje em dia, tudo mudou, inclusive os raios emanados das tvs não são tão nocivos quanto os de outrora. A sociedade mudou, a velocidade de informações nos deixa loucos e a tv passou a ser simplesmente um meio de comunicação que tenta acompanhar outro mais veloz - a internet. Portanto, já nem acho tão relevante questionar se crianças devem ou não assistir tv, porque os nossos laptops estão ao alcance deles com muito mais opções de informações, boas e ruins.

Quanto aos programas infantis e comerciais voltados para o público infanto juvenil, já não os culpo por influenciar nossos filhos a quererem ser super heróis ou a comprar o modelo mais novo da boneca X que chegou nas lojas ontem. Leve-os para a creche ou escola, ou mesmo para o playground do prédio ou para a pracinha do bairro e logo sofrerão a influência de outros pimpolhos mais “conectados” com o mundo atual. Em suma: não adianta esconder dos filhos apenas em casa o que eles vão ver escancarado mundo afora; não podemos criar ETs; eles próprios podem sofrer e serem segregados do mundo das crianças “in”. Filho “out” sofre piada não só por não ter o  modelo novo do carrinho do comercial, mas por nem saber que ele existe.

Admito sem nenhuma culpa que Mirela aprende muito quando assiste tv, seja os canais infantis ou os dvds que colocamos a sua disposição. Eu poderia enumerar várias coisas - boas - que ela aprendeu interagindo conosco na frente da tv. Sim, porque também não concordo em prostrar a criança presa no cercadinho sozinha a meio metro da tv; tem que haver um propósito, uma interação. Alguém deve acompanhar mais esta atividade dentre todas as outras que a criança tem em casa. E aqui, Mirela está sempre comigo, com a vovó Ivanete ou com o papai Ju assistindo e “comentando” sobre músicas, desenhos e personagens. Exceto, é claro, na hora que estamos sozinhas em casa e o “banheiro” me chama…São micro-minutos que ela passa sozinha na frente da tv, e não acho que nesse mini-tempo ela vá colocar no canal adulto  sem que eu perceba; pelo menos não nesta idade (rs).

Como falei antes, não sou contra nem a favor, muito pelo contrário, porque há casos e casos e vale a máxima: “tudo demais é veneno”. Então, tempo para brincar, tempo para assistir tv, tempo para assistir tv brincando, tempo para brincar assistindo tv, tudo isso é diferente, conseguem perceber?

Tv or not tv? Eu não sofro com essa dúvida, porque o mundo real está dentro de nossas casas também. Basta sabermos educar os nossos filhos para entender o que se passa, o que se fala, tirar lições positivas de um fato negativo e abrir-se ao diálogo. Educar é o segredo.

Tá aí, Lu! Sem drama de consciência, porque faço a minha parte. E tenho certeza de que o Pedro tem uma mãe que faz a parte dela também. E então? Contra, a favor ou muito pelo contrário?

O buraco negro

Nas casas onde morei sempre existiram um buraco negro. E na sua?

Entenda-se pela existência do buraco negro a explicação possível para o sumiço de coisas dentro de casa. E não estou falando de coisas de valor, do tipo que você suspeitaria de alguém estranho da casa levando (graças a Deus nunca tivemos problemas com isso). Mas falo de pequenas coisas, as vezes meio sem importância, mas que no fundo, no fundo, você daria tudo para não ter perdido, tipo a tarracha do seu brinco preferido, a caneta que deveria ficar ao lado do telefone para você anotar o recado  e que nunca está lá quando você precisa (meu pai tem uma tática infalível contra isso - pergunte-me como! kkkkkkkkkkkkkkkk), a tampa da pasta de dentes que caiu no chão do banheiro e nunca mais apareceu…

Depois que Mirela nasceu, as coisinhas dela também estão na mira do buraco negro. Será que é só aqui em casa? Sei não…O endereço do buraco negro deve ser o tal de “beleléu”, que minha mãe fala quando some alguma coisa: “ihhhhh, foi pro beleléu!”. É, definitivamente, as coisas de Mirela, tão novinhas, já estão indo para o buraco negro, via “beleléu”.

Já há perto de 1 ano que comprei um conjunto de talheres de inox infantil para Mirela, com garfo, faca e colher, mas esta última, simplesmente foi devorada por alguma panela em cima do fogão, ou derreteu enquanto a sopa da Mirela esfriava, ou mais simples, foi para o buraco negro aqui de casa. Até hoje não me conformo: onde a colher foi parar? Que rumo tomou? Ganhou vida própria e voltou para a loja?

Hoje, eu e vovó Ivanete estávamos brincando com Mirela e seus gizes de cera novos quando, de repente, ela levou um tropeção, caiu (quedinha básica, nada demais) e um dos lápis de cera que estava em sua mão quebrou, sendo que a metade dele simplesmente foi abdusida, escafedeu-se, desapareceu sem que ao menos pudéssemos notar o rumo que  tomou. E eu tinha que encontrar o tal pedaço perdido de giz de cera azul, porque uma hora dessas, se ele resolvesse aparecer primeiro para o mini-serzinho riscante aqui de casa, eu teria que dar adeus à metade das paredes brancas da sala.

Embaixo da geladeira? Nada! Embaixo da mesa? No meio dos brinquedos da Mel? Nada… E eu tendo que tomar banho, cozinhar, etc, etc…e entre uma tarefa e outra, voltava a me abaixar para ver se o giz de cera acabava com a brincadeira de esconde-esconde. Nada, nada…

Lá se foi boa parte da manhã e eu já estava conformada pedindo que o buraco negro não cuspisse o giz de cera bem na mão da Mirela sem me avisar, porque o estrago seria dos maiores…

Pois é…Mas no meio da arrumação da cozinha, ao arrastar o garrafão de água mineral que estava no chão, eis que o giz de cera olha para mim e ri da minha cara: “e aí, te peguei, hein?!” E eu, num sopro de alívio gritei alto para minha mãe ouvir, mas como se fosse um brado de triunfo, guerra ganha contra o buraco negro: “ACHEI!”… E fui seguida pelo eco mais lindo do mundo: “..chei!” (Mirela vindo do quarto correndo para ver o que eu tinha achado…ainda bem que EU “..chei” primeiro que ela!)

Originalidade…

Segunda-feira, 09 de maio, dia seguinte ao Dia das Mães de 2011.

Tinha que registrar a originalidade do presente dado a mim pela Mirela com a “ajuda” do Papai Ju. O presente em si não tem nada de original - ganhei um smartphone lindo, que ainda não tinha. Mas a originalidade ficou por conta da embalagem. Explico: na falta do papel de presente, Papai Ju não exitou em embalar meu lindo celular novo em sua caixa lustrosa numa fralda Pampers XG e com um belo laço amarelo para arrematar a “embalagem”… Suspeito que deve ter sido ideia da Mirela… ;)

EM TEMPO

Acordar com Mirela no colo do papai Ju, segurando meu presente embalado numa fralda, olhando para mim e dizendo “oooiiii”, foi ainda melhor do que o smartphone!

Para a avó da minha filha…

Segundo domingo de maio de 2011. Dia das Mães.

Okay, okay, sou mãe, mas hoje não quero escrever uma “ode a mim mesma”. Antes de ser mãe, muito antes mesmo, sou filha. E é para a minha mãe que escrevo hoje…

Mamis,

Lugar comum, eu sei, mas a frase é certa: “depois que a gente vira mãe é que entende melhor a nossa”…

Na dura, porém maravilhosa, saga em criar hoje a minha própria filha, aprendi a te admirar ainda mais, pois você virou avó e, como diz o ditado (lá vem outra frase feita, mas certa!), “avó é mãe duas vezes”. Você que o diga, pois está presente na vida de Mirela desde o primeiro dia em que ela chegou neste mundo maluco.

Não tenho ciúme algum da relação de vocês duas. Ao contrário, sinto orgulho. Você não disputa a atenção de Mirela comigo; você compartilha. Sei que você deve sentir prazer em ouvi-la falar “vovó″, mas tenho certeza de que fica ainda mais feliz quando escuta ela me chamar de “mamãe”. Vó que é vó de verdade é assim - se orgulha da mãe que a filha virou. E se você se orgulha de mim como mãe que tenho sido, tenha certeza de que sou a mãe que sou porque tenho a mãe que tenho.

Sei que toda ajuda que tens nos dado cuidando de Mirela é sincera e recompensada quando presencias as descobertas dela, as quais faz questão de compartilhar conosco, os pais. Aliás, tenho certeza de que muitas vezes você preferiria que nós é que estivéssemos presentes…

Eu te dei a sua primeira neta, que orgulho e que responsabilidade! Mas sua melhor intenção não é me ensinar a ser mãe, mas aprender a ser avó, respeitando seus limites de participação na criação de Mirela e acatando as nossas decisões de pais. Sei que quando você cuida dela, na verdade está cuidando de mim, zelando pelo que tenho de mais precioso no mundo - a minha filha. E assim, continua a ser o que ainda é - minha mãe…

Tenho orgulho de você não ser uma avó de fim de semana, ou pior, uma avó de datas comemorativas como a gente vê por aí. Você é avó do dia a dia, presenciando o desenvolvimento de Mirela, lhe dando carinho e segurança. Enfim, uma Avó assim mesmo, com A maiúsculo, aquilo que só quem é uma Mãe com M maisúculo pode ser.

Com amor,

da mãe da sua neta Mirela

Porque sou mãe…

Terça-feira, 26 de abril de 2011.

Não, gente! Não estou ganhando nada da Casas Bahia para divulgar o vídeo abaixo. Mas domingo, quando ele passou pela primeira vez na tv, achei tão emocionante que resolvi compartilhar. As vezes quando passa na tv a gente não presta muita atenção, mas como eu tenho uma veia publicitária enrustida, curto muito os detalhes de propagandas, comerciais e campanhas. E agora, além de tudo sou mãe…

Mãe chora mais por emoção, mãe chora mais no final das novelas, mãe chora mais quando ouve notícias de morte de crianças seja por qual motivo for,…mãe chora mais…, por isso eu chorei quando me coloquei no lugar de todas as mães representadas neste comercial. Se vocês perceberam bem, a câmera é o olhar das mães das diversas crianças que aparecem, sempre presentes, cuidando e curtindo os melhores momentos de um dia comum: os momentos em que estamos cuidando dos nossos filhos… E no final, a frase que eu acredito que seja o fechamento para todas as mães que zelam por seus filhos: “hoje eu só quero que o dia termine bem, hoje eu só quero que o dia termine muito bem…”

Tem coisa melhor do que colocar a cabeça no travesseiro e lembrar das risadas gostosas, das brincadeiras pra lá de divertidas e dos beijos e abraços recebidos, e ainda mais quando tudo termina bem, com saúde, principalmente…Isso é tudo o que eu desejo para minha filha, porque o resto a gente conquista junto…

Hoje, eu quero que o dia termine muito bem, porque Mirela tem muito a aprender e a crescer ainda, amanhã e depois, e depois, e depois…e sempre me fazendo chorar…de alegria e de emoção é claro…

Porque sou mãe…

2 anos!

Segunda-feira, 25 de abril de 2011.

Não gente! Não é Mirela que está completando 2 anos. Não ainda…Por enquanto, algo que nasceu antes dela está completando 2 anos de existência: o meu blog.

Há 2 anos atrás, ainda grávida, ganhei este site personalizado do meu marido que, me conhecendo e sabendo o quanto eu gosto de escrever, me fez esta surpresa com o intuito de que eu registrasse o que ocorria na gravidez e, obviamente, na minha vida pós gravidez, como mãe.

Em dois anos fiz cyberamigo-as, dei cyberconselhos, recebi cybercoments, cybercríticas, cyberelogios, cyberdicas…Em dois anos, são 182,859 acessos, centenas de comentários, 168 posts… A única coisa que sinto muito é o dia em que tive o maior número de acessos, exatos 999 acessos, 26 de outubro de 2010, o dia em que eu soube do falecimento do pequeno Theo e escrevi uma homenagem a ele em nome de Mirela. Sabe que foi quase o dobro de acessos que tivemos no dia do nascimento de Mirela (586 acessos)? Foi um episódio muito doloroso e me marcou muito, e para sempre este dia estará registrado no meu Blog Stats…impossível esquecer!

Já quis abandonar a blogagem por várias vezes, seja por falta de tempo, falta de vontade ou mesmo me questinoando: para quê? por quê? Mas cada vez que penso nisto, lembro das pessoas que conheci por aqui, das pessoas a quem pude de alguma forma ajudar, da lembrança que Mirela terá no cyberespaço de toda a vidinha dela desde o útero, aqui registradas e eternizadas caso eu não dê um delete no meu domínio tatianabachur.com.br , lembro dos que estão distantes (como as titias da Mirela) e que tem este espaço para conhecer um pouco mais da vida da sobrinha que cresce tão rápido, lembro do carinho com que papai Ju me presenteou com este site, registrado e tudo o mais, lembro que já até fui entrevistada por conta do blog, convidada a dar palestra, recebi sugestão de escrever um livro… Como simplesmente sumir assim, depois de dois anos de compartilhamento, de desabafo, de auto crítica pública, de dar a cara a tapa expondo meus sentimentos e até meu dia a dia?

Mesmo que eu resolva sumir um dia deste espaço, já foi, já ficou registrado, algum ctrl+c,  ctrl+v já capturou palavras minhas, ou quem sabe textos inteiros, imagens, ou quem sabe histórias de vida, experiências. Se eu sumir, sumirão os comentários feitos com tanto carinho e atenção pelos que me lêem, e será que eu tenho o direito de fazer isso?

Lá se vão dois anos de histórias, de emoções, dois anos de convivência nacional e internacional com pessoas que me conhecem mas que eu não conheço, de registros importantes e marcantes para a minha vida e para a história de vida de Mirela, com reações que um caderno e caneta não fariam efeito nunca.

Começou tá começado, tá eternizado na rede. Dois anos são pouco ainda, pois a vida segue e as histórias continuarão.

Espero que um dia Mirela entenda todas as minha razões e o prazer que tenho em estar diante da tela escrevendo, coisa que sempre gostei de fazer na vida. Espero que um dia ela se orgulhe de ter um registro tão forte de sua existência no mundo, de seus feitos, do meu amor explícito por ela.

Obrigada a todos que nos acompanham!

EM TEMPO

O domingo de  Páscoa de Mirela foi muito divertido e devidamente registrado em vídeo. Não pensei que ela fosse curtir tanto a brincadeira que preparamos, mas ela bem que curtiu!

O que aprontamos? Bem, Papai Ju comprou uma fantasia de coelhinho e dois coelhos de pelúcia que “cantam” quando a gente aperta a barriga; eu comprei mini-ovos de chocolate (da Nestlé e da Garoto) e 3 coelhinhos de chocolate. Fiz pegadinhas pelo chão da casa, saindo do quarto de Mirela até o cercadinho na sala, que estava todo arrumado com os ovinhos, ovões e coelhinhos. Assim que ela acordou, vestimos a fantasia nela e eu a fiz pular nas pegadinhas do coelho até chegar na sala, onde ela pôde encontrar o cercadinho recheado de coisas legais. Aí foi uma festa. Brincou com os ovos, sentou em cima, jogou pra cima, nem queria sair do cercadinho, dançou o dia inteiro ao som das músicas (irritantes) dos coelhinhos, foi na casa da vó Janete vestida de coelho para entregar os ovos dos primos… Só não comeu chocolate, porque a mama e o papa aqui não deixaram…Ano que vem, ela come! Ano que vem tem mais!