<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>MMM - Mamãe com M Maiúsculo... &#187; baby blues</title>
	<atom:link href="http://www.tatianabachur.com.br/tag/baby-blues/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.tatianabachur.com.br</link>
	<description>Maternidade: experiência para toda a vida</description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 Aug 2014 02:37:49 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Quando &#8220;baby blues&#8221; vira depressão &#8211; o relato de uma mãe ainda em tratamento</title>
		<link>http://www.tatianabachur.com.br/2012/03/15/quando-baby-blues-vira-depressao-o-relato-de-uma-mae-ainda-em-tratamento/</link>
		<comments>http://www.tatianabachur.com.br/2012/03/15/quando-baby-blues-vira-depressao-o-relato-de-uma-mae-ainda-em-tratamento/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 01:57:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[baby blues]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[depressão pór-parto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.tatianabachur.com.br/?p=1440</guid>
		<description><![CDATA[Era 1o. de janeiro de 2010, Mirela com 29 dias de vida e eu escrevendo sobre &#8220;baby blues&#8221; (http://www.tatianabachur.com.br/?p=897). De lá pra cá, não comentei mais nada no blog sobre isso, mas a verdade é que muita água rolou nesses pouco mais de 2 anos, e eu rolei ribanceira abaixo, junto com as águas, quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era 1o. de janeiro de 2010, Mirela com 29 dias de vida e eu escrevendo sobre &#8220;baby blues&#8221; (http://www.tatianabachur.com.br/?p=897). De lá pra cá, não comentei mais nada no blog sobre isso, mas a verdade é que muita água rolou nesses pouco mais de 2 anos, e eu rolei ribanceira abaixo, junto com as águas, quase me afogando e tendo que procurar um tronco em que eu pudesse me segurar e não deixar de respirar.</p>
<p>Metáforas a parte, o que aconteceu comigo após o parto deixou de ser &#8220;baby&#8221;, ganhou força, cresceu e se instalou dentro de mim de uma forma tal que até hoje estou tentando me desvencilhar (as águas ainda estão rolando&#8230;).</p>
<p>Como comentei no referido post, meu primeiro diagnóstico foi dado por meu marido, seguido da pediatra da Mirela e depois da minha G.O., isso tudo, durante o primeiro mês de vida da Mirela. Todos falavam a mesma coisa: você precisa de ajuda de um médico. Porém, imaginando que com o passar do tempo as coisas (inclusive os hormônios) voltariam para o lugar, fui deixando os dias rolarem&#8230;</p>
<p>Quando minha licença maternidade acabou e eu tive que retomar as atividades do doutorado, tudo começou a se complicar. Eu ia para a faculdade e não conseguia produzir nada, chorava a maior parte do tempo, não me sentia capaz de realizar o que precisava. E nada tinha a ver com o bem estar de Mirela, muito bem amparada em casa pela minha mãe, uma babá e uma secretária. Eu apenas não sabia o que estava fazendo ali&#8230;</p>
<p>Foram 3 meses ainda levando o doutorado desse jeito, até que em julho, Mirela já com 7 meses e concluída a amamentação, recebi outro diagnóstico de uma colega da faculdade: você está com depressão e precisa de ajuda médica. Neste dia, corremos atrás de pessoas que pudessem nos indicar um médico de confiança e que pudesse me atender &#8220;pra ontem&#8221; e assim, fui na minha primeira consulta com um psiquiatra.</p>
<p>Nunca, absolutamente nunca tive preconceito em falar sobre isso. Até hoje, se preciso falar nesse assunto, solto abertamente: &#8220;minha psiquiatra falou&#8230;&#8221; (sim, &#8220;minha&#8221; porque mudei de médico depois de 10 meses de tratamento). O que me segurou durante tanto tempo até procurar tratamento especializado foi a esperança de que tudo voltasse ao normal dentro de pouco tempo, como acontece com a maioria das puérperas. Mas 7 meses foram demais e a depressão quase me derrubou, literalmente.</p>
<p>E o que eu sentia para ter como diagnóstico a depressão (já nem foi mais considerada pós parto)? Fora a profunda tristeza (apesar de ter em meus braços o sol da minha vida), vários outros sentimentos ruins como angústia inexplicada, negativismo, pessimismo, pensamentos autodestrutivos (&#8220;bem que eu poderia ter uma apendicite, fazer uma cirurgia e ficar internada por uns dias!&#8221;, &#8220;bem que aquele carro podia vir na minha direção e me mandar para o hospital&#8221;, coisas do gênero&#8230;), baixa autoestima (ao ponto de não lembrar de tomar banho, lavar os cabelos 1x por semana, deixar de ter cuidados básicos de higiene, não dar a mínima para roupas, sapatos, acessórios nem pensar, maquiagem muito menos), total atitude antissocial (nada de telefone, sair com amigos; sair com o marido e Mirela era um tormento, porque eu não queria sequer me vestir; ausência da internet por pelo menos 6 meses), uma absurda falta de memória, incapacidade para ler, compreender, escrever, e até mesmo dificuldade em falar (faltavam as palavras; eu era incapaz de resolver uma página de palavras cruzadas, ou de ler um livro), falta de concentração, falta de perspectivas, sentimento de inferioridade, questionamentos profundos sobre a existência, tremores nas mãos (a coordenação motora fina fica afetada) e talvez mais algumas coisas que não vou me lembrar agora&#8230;Tudo isso somado à imensa responsabilidade de criar a primeira filha e manter o casamento.</p>
<p>Doenças apareceram: desenvolvi alergias dermatológicas, respiratórias, tive pneumonia, pleurite, tomei mais de 20 medicamentos diferentes em 1 mês&#8230; Corpo e mente estão realmente interligados &#8211; a mente adoece, o corpo adoece.</p>
<p>Os primeiros 10 meses de tratamento com o primeiro médico foram uma mera tentativa de acertar a medicação, que não funcionou. A terapia também já não funcionava, porque passei a desacreditar na possibilidade de cura. Foi em maio de 2011 que Deus colocou no meu caminho a minha atual médica, com quem estou já há outros 10 meses e que tem  me ajudado a voltar aos eixos, não só com medicação, mas com muita conversa e muito incentivo. Devo também parte da minha escalada rumo à cura à minha psicóloga, com quem também estou há 10 meses. E o que posso dizer do momento atual é que, AOS POUCOS, vou voltando a ser gente.</p>
<p>Talvez agora fique mais claro o motivo do meu sumiço da rede, quando deletei meus perfis das redes sociais e abandonei o blog. Por 6 meses eu sequer ligava o computador, muito menos usava o smartphone (dado de presente pelo meu marido na tentativa de me reconectar com o mundo), salvo para colocar algum vídeo preferido de Mirela no You Tube&#8230;</p>
<p>Durante todo este tempo de tratamento, tentei segurar a onda do doutorado. Cada dia eu achava que poderia dar certo e que eu amanheceria melhor e com disposição para voltar às atividades. Porém, depois de 2 tentativas de ir para a faculdade e voltando para casa no meio do caminho, percebi que algo muito forte me impedia de continuar e, hoje, sei que realmente criei um bloqueio contra o ambiente que eu precisaria frequentar (muitos motivos nas entrelinhas) e minha libertação só começou agora em janeiro de 2012, quando fui obrigada a tomar uma decisão: parar ou continuar e terminar; optei pela primeira, pois o assunto &#8220;doutorado&#8221; ainda me tira do sério. Quem sabe um dia, com a cabeça no lugar, com as feridas cicatrizadas, eu retome este meu antigo sonho&#8230;Mas agora não, não estou em condições de viver o a loucura que é escrever e defender uma tese (fora a qualificação, o exame de proficiência, os dois artigos para escrever&#8230;).</p>
<p>Coloquei em primeiro lugar a minha saúde; em segundo, mas não menos importante, a minha família (preciso  estar com saúde para viver e aproveitar minha família). Tudo depois disso passou a ser secundário: a carreira, títulos, os sonhos mais ousados. Passei a respirar melhor, fisiologica e mataforicamente falando e agora só faço o que me faz bem, pelo menos até me sentir capaz novamente de encarar os desafios cabeludos que outrora eu enfrentava e que um dia me disseram que, por ser mãe, eu não iria mais conseguir&#8230; Isso eu ainda tenho que vencer: quebrar este martelo que cutuca minha cabeça fazendo com que me sinta incapaz.</p>
<p>Começo a dar sinais de que a libertação se aproxima, mas falta ainda resgatar a autoestima, a vaidade, a vida social, mas sei que estou no caminho. Dando um passo de cada vez, sei que em breve tudo isso não passará de uma experiência do passado. Tudo bem, já são 2 anos e 3 meses lutando contra isso, mas se eu não tiver essa esperança, melhor desistir por aqui mesmo&#8230;</p>
<p>Sei que este post é pesado. Sei que é muito particular. Mas eu estaria indo contra a minha natureza  (sinceridade sempre!) e contra o objetivo principal deste blog (alertar, ajudar) se não o escrevesse. Acho até que demorei demais, mas agora me sinto mais aliviada&#8230; Tenho um bom tema para a terapia amanhã&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.tatianabachur.com.br/2012/03/15/quando-baby-blues-vira-depressao-o-relato-de-uma-mae-ainda-em-tratamento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Baby blues, eu??? (Mirela com 29 dias de vida)</title>
		<link>http://www.tatianabachur.com.br/2010/01/01/baby-blues-eu-mirela-com-29-dias-de-vida/</link>
		<comments>http://www.tatianabachur.com.br/2010/01/01/baby-blues-eu-mirela-com-29-dias-de-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 20:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[baby blues]]></category>
		<category><![CDATA[depressão pór-parto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.tatianabachur.com.br/?p=897</guid>
		<description><![CDATA[Sexta-feira, 01 de janeiro de 2010.
O primeiro post do ano. Um post escrito por incentivo do meu marido&#8230;
Só para informar, nossa primeira passagem do ano como família: por volta das 21h, jantar providenciado pela minha mãe, cada um comendo na hora que dava; à meia noite, eu, trancada no quarto todo fechado com Mirela dormindo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sexta-feira, 01 de janeiro de 2010.</p>
<p>O primeiro post do ano. Um post escrito por incentivo do meu marido&#8230;</p>
<p>Só para informar, nossa primeira passagem do ano como família: por volta das 21h, jantar providenciado pela minha mãe, cada um comendo na hora que dava; à meia noite, eu, trancada no quarto todo fechado com Mirela dormindo depois de duas horas entre mamar, chorar e ter que tomar complemento, e meu marido na varanda de casa com nossa cadelinha aos máximos latidos, com a porta e janelas da sala fechadas para que Mirela não acordasse com os fogos de artifício. Ossos do ofício de sermos pais&#8230;</p>
<p>Agora, vamos ao post&#8230;</p>
<p>Não, &#8220;baby blues&#8221; não são canções de ninar para bebês. &#8220;Baby blues&#8221; é o que eu chamaria de &#8220;grande paradoxo da maternidade&#8221;.</p>
<p>Daqui a 2 dias, Mirela completa 1 mês e minha vida mudou completamente, como eu já havia comentado. O grande &#8220;quê&#8221; da história é que já há um mês, emocionalmente eu não sou mais a mesma de antes. Sei que este é um assunto velado para muitos talvez pelo medo de se expor ou de admitir a condição de ser humano. Por isso, decidi e por incentivo do meu marido, escrever sobre este assunto, para alertar e mostrar que não há nada de errado em demonstrar as nossas fraquezas.</p>
<p>Desde que voltamos da maternidade, adotei uma rotina de dedicação total à Mirela, principalmente preocupada com a questão da amamentação, que era tudo o que eu sonhava conseguir fazer. Nesses primeiros dias, o choro vinha fácil, mas eu tinha certeza que era por conta da emoção do momento, da descoberta do ser mãe e talvez pelo cansaço que muitas vezes me abatia. Mas achei que questão de poucos dias isso passaria. Mas não aconteceu assim&#8230;</p>
<p>Para esclarecer logo de cara, Mirela é a paixão da minha vida. Amo minha filha mais do que a mim mesma. Ela é um amor de criança, nos dando tempo para dormir e reconhecendo o que é noite e o que é dia&#8230;Não tem nada a haver com ela&#8230;A questão é comigo mesma&#8230;</p>
<p>Então&#8230; Tomada por sensações esquisitas, medos incontroláveis e vontades de chorar sem explicação (sem mesmo?), me peguei pesquisando na internet sobre depressão pós-parto. Foi quando me deparei com o conceito de &#8220;baby blues&#8221;. Durante a gravidez, jamais me imaginei lendo sobre esses temas, pois desejada como foi nossa filha, eu nunca imaginaria que passaria pelo que estou passando agora.</p>
<p>Comecei a observar que já não era mais normal após 15 dias do parto eu não querer receber ninguém e sequer querer conversar com alguém ou atender ao telefone. A princípio era tudo precaução ou por conta do tempo livre que eu aproveitava para descansar. Mas comecei a perceber que estava mesmo me isolando. Mesmo vindo aqui de vez em quando escrever ou no orkut colocar fotos da nossa bonequinha. Por mim, eu entrava como fantasma pra não saberem que eu estava varejando na internet. Mas precisava fazer algo que gosto em nome da minha sanidade mental.</p>
<p>As únicas vezes que saí de casa em 1 mês foram nas consultas de Mirela com 1 semana de vida e com 11 dias, quando ela fez o teste do ouvidinho e do olhinho. Ou seja, fazem 17 dias que estou enfurnada dentro de casa, sem querer sair. Tudo porque me estresso só de pensar em como será a tal saída. Que horas sair? Que horas devo dar banho na Mirela? Que horas eu devo me arrumar? Como vai ser se ela quiser mamar na rua? E se ela acordar chorando e não parar de chorar com nada? Posso parecer maluca, mas é exatemente o que penso. E é que nem tenho más referências das duas saídas que fizemos aos médicos, porque na verdade, Mirela dormiu o tempo todo, menos na consulta na pediatra que teve que examiná-la toda. E nas duas vezes eu dei peito pra ela e não houve nenhum problema&#8230; Então o que há de errado? Mais uma vez repito: o problema não é com ela, é comigo.</p>
<p>Li que, a grande maioria das mulheres que tem filhos passam por depressão pós-parto em algum grau. A questão é: muitas não identificam; outras tantas não admitem; outras não compartilham, diferente do que eu estou fazendo. A depressão pós-parto da pesada envolve inclusive sentimentos ruins sobre o bebê, o que não é o meu caso. O &#8220;baby blues&#8221; é uma condição mais leve de depressão, um estado de melancolia constante, causado pela variação hormonal após a gestação. Ambos podem durar por muito tempo, bem mais do que o 1 mês pelo qual estou passando&#8230; A história é tão séria que existem antidepressivos que podem ser usados por mulheres amamentando. Alguns médicos, adotam o protocolo de administrar progesterona à paciente após o parto para evitar a drástica oscilação hormonal.</p>
<p>A primeira vez que percebi que estava &#8220;out of control&#8221; foi no dia que eu já relatei em que tive que dar complemento para Mirela, após várias tentativas de parar a fome dela só com o peito. Chorei o dia inteiro e, no desespero, liguei para a pediatra que logo identificou meu estado depressivo. Ela me informou que no estado emocional que eu estava, a nenê estava percebendo e ficando estressada também e que aquilo estava inclusive compromentendo minha produção de leite. Dadas as duas mamadeiras de Nan neste dia, passei a noite chorando, inconformada e revendo o quanto eu estava mesmo &#8220;baixo astral&#8221;.</p>
<p>Todos os dias tenho pedido a Deus que tire de mim todo o sentimento de angústia, de incapacidade, de negativismo, de cansaço&#8230;Ele tem me ajudado a superar os momentos mais difíceis, mas esta é uma questão fisiológica e, provavelmente, uma situação pela qual eu tenho que passar e superar. Estou tentando aceitar isso com resiliência, aguardando o momento em que tudo se resolva, passe e enfim eu possa curtir de fato este momento que estou vivendo.</p>
<p>Meu marido tem sido um guerreiro ao meu lado. Estamos nos virando sozinhos. Durante o dia ele faz o que pode para me ajudar, inclusive me mandando tomar banho, comer, descansar, cuidar de mim. A noite é minha, pois Mirela só acorda ao meu chamado por volta de 3h da manhã para a mamada da madrugada, e isto não tem a ver com ele&#8230;então fica a meu cargo mesmo. Mas só ontem, no auge do meu descontrole emocional (ontem eu estava particularmente sensível), é que conversamos abertamente sobre o assunto, apesar de que ele já tinha &#8220;diagnosticado&#8221; o quadro bem antes disso&#8230;</p>
<p>E quem passa por este quadro? Amigos, não sei&#8230; Desejar o bebê parece não ter nada a ver, pois Mirela foi desejada mais do que tudo nesta vida&#8230; Não coloquem Deus no meio disto também, pois se fosse assim não haveria doenças no mundo. Ter tido depressão anteriormente também não é o meu caso. Só me resta acreditar mesmo na questão hormonal, fisiológica. Mas talvez algo em mim tenha me deixado mais susceptível a isto: a minha cobrança comigo mesma de que tudo seja perfeito e esteja sob meu controle (sempre fui assim na vida!)&#8230;</p>
<p>Segunda-feira, dia 04, tenho enfim meu retorno à G.O. após a cirurgia, visto que como eu não levei pontos externos na cesárea, não precisei retornar lá antes de 30 dias. Claro que este assunto vai estar em pauta, mas estou certa de que não irei querer tomar medicamentos. Vou em frente, tentando superar de uma forma natural e procurando reconhecer os meus limites. Sei que depois disso, minha filha sentirá ainda mais todo o amor que sinto por ela e que toda a preocupação que tenho neste momento é porque a amo muito e porque não quero que nada saia errado.</p>
<p>Bem, é isso&#8230; O assunto é duro para um primeiro dia de ano, mas acho que estou bem mais aliviada em contar o que estou sentindo. E que isto sirva de alerta para outras mamães que sentiram, sentirão ou estão sentindo isto. Não é nada com nossos bebê, gente! Nós os amamos muito! Se abram, conversem, desabafem e não escondam o que sentem. Talvez assim esse estado emocional passageiro vá logo embora. E peçam a Deus forças para superar esta fase, isto é muito importante!</p>
<p>Que o Senhor esteja conosco durante este ano, nos dando paz e alegrias!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.tatianabachur.com.br/2010/01/01/baby-blues-eu-mirela-com-29-dias-de-vida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>19</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
