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	<title>MMM - Mamãe com M Maiúsculo... &#187; primeira escola</title>
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	<description>Maternidade: experiência para toda a vida</description>
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		<title>Porque tudo tem um lado B</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 18:54:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[doenças infantis]]></category>
		<category><![CDATA[primeira escola]]></category>

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		<description><![CDATA[Já cantei as glórias de ter colocado Mirela na escola e como estamos felizes com esta decisão &#8211; este é o lado A da história&#8230;Mããããããssssss, como tudo tem um lado B, lá vai&#8230;
Passado o período de adaptação na escola, eis que surge &#8220;decumforça&#8221; o segundo maior fantasma dos pais de filhos em início de vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já cantei as glórias de ter colocado Mirela na escola e como estamos felizes com esta decisão &#8211; este é o lado A da história&#8230;Mããããããssssss, como tudo tem um lado B, lá vai&#8230;</p>
<p>Passado o período de adaptação na escola, eis que surge &#8220;decumforça&#8221; o segundo maior fantasma dos pais de filhos em início de vida escolar: as doenças que vem no pacote adquirido no ato da matrícula.</p>
<p>Explico: a pequena criança aqui de casa nunca foi de adoecer muito, assim, só coisa básica, simples e rápida e de forma bem espaçada. Agora, em sua sétima semana de aula, creio que já adoeceu mais do que em todos os seus 2 anos inteiros.</p>
<p>Tá bom, tá bom, eu já sabia que isso <span style="text-decoration: line-through;">poderia</span> iria acontecer, afinal Mirela não é diferente de nenhuma outra criança da idade dela, e está sujeita às mazelas infantis. A pediatra avisou, as avós avisaram, as amigas avisaram, o dr. Google avisou, todo mundo avisou.</p>
<p>Mas o fato é que optamos em expôr Mirela a vírus e bactérias agora, aos 2 anos, em troca de vê-la em pleno desenvolvimento social, emocional, cultural e intelectual. Não consigo imaginar Mirela trancafiada em casa por mais 1, 2 ou 3 anos esperando uma idade mais avançada para colocá-la na escola. Ela é esperta demais para viver apenas entre as 4 paredes do saudável (nem sempre) e adulto seio familiar.</p>
<p>Minha pessoa não sofreu com essas doencinhas infantis adquiridas na escola&#8230; Isto provavelmente porque eu entrei na escola simplesmente aos 5 anos de idade, completando 6 no meio do ano. Até os 4 anos fui criada no meio de adultos e depois dos 4 tive que aprender a ser uma adultinha porque chegaram minhas duas irmãs gêmeas e eu, bem eu já estava criada&#8230;Então, prioridade para os cuidados com as duas que chegavam, o que óbvio.</p>
<p>Outros tempos, eu sei. Naquela época, entrar na escola tarde não era incomum, mas hoje em dia, é inaceitável esperar até os 5 para que a criança comece a estudar&#8230;Nem se cogita esta possibilidade! Entrar tarde na escola talvez não tenha me prejudicado intelectualmente, afinal sempre estive nos quadros de honra e até hoje acho que não faço feio. Mas penso que eu poderia ter sido mais criança se tivesse convivido com aqueles da minha idade desde mais cedo, mesmo que para isso eu tivesse que ser mais &#8220;catarrenta&#8221; ou passar por mais doenças do que passei. E eu vou te contar, não é porque era mais velha que as coisas foram mais simples (exceção para as doenças)! Lembro de ter passado alguns perrengues na adaptação, chorar no final da aula achando que minha mãe não iria me buscar, fazer xixi na sala por obedecer demais à tia, por pura ingenuidade&#8230;enfim, coisas pelas quais toda criança, seja qual for a idade, que pisar na escola pela primeira vez, poderá passar.</p>
<p>Tirando este lado B da escola &#8211; o de mandar para casa, junto com a tarefinha, uma carga de microrganismos que podem nocautear nossos pequenos, ir ao colégio é tudo de bom para uma criança. Ainda hoje, Mirela em seu segundo dia de quarentena por febre inexplicada durante 24h, sobe no meu colo, aponta para o carro na garagem e diz: &#8220;Mamãe, vamo!&#8221; &#8220;Pra onde, Mirela?&#8221; &#8220;Pra escola!&#8221; Ela ama aquele novo mundo, cresce um pouquinho a cada dia! E eu aqui preocupada com bactérias e vírus&#8230;</p>
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		<title>Cortando cordões umbilicais</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 12:57:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Bachur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de uma mãe de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação na escola]]></category>
		<category><![CDATA[cordão umbilical]]></category>
		<category><![CDATA[escolha da escola]]></category>
		<category><![CDATA[primeira escola]]></category>

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		<description><![CDATA[O cordão umbilical profissional
Escolhi cuidar da família: tranquei o doutorado. Escolhi ter saúde física e mental: tranquei o doutorado. Escolhi ser útil e me engajar em trabalho voluntário: tranquei o doutorado. Escolhi continuar a escrever no blog: tranquei o doutorado. Escolhi apostar em vocações até então adormecidas: tranquei o doutorado&#8230;
Nasceu uma nova Tatiana: o cordão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O cordão umbilical profissional</strong></p>
<p>Escolhi cuidar da família: tranquei o doutorado. Escolhi ter saúde física e mental: tranquei o doutorado. Escolhi ser útil e me engajar em trabalho voluntário: tranquei o doutorado. Escolhi continuar a escrever no blog: tranquei o doutorado. Escolhi apostar em vocações até então adormecidas: tranquei o doutorado&#8230;</p>
<p>Nasceu uma nova Tatiana: o cordão umbilical com o doutorado foi cortado&#8230;</p>
<p><strong>O segundo cordão umbilical de Mirela</strong></p>
<p>Era agosto de 2011. Estava decidido: Mirela começaria a estudar no início de 2012, quando estaria com 2 anos e 2 meses quase completos. E estava escolhida a escola.</p>
<p>Depois de visitar creches, escolinhas de bairro, escolas legais e escolões internacionais, ficamos com uma escola legal.</p>
<p>Escola legal é a escola que eu queria para mim se fosse começar a estudar hoje. E que na verdade, me remete à escola que estudei a vida toda. Claro que com toda a modernidade que na minha época não tinha, como catraca eletrônica , sala multimídia com telão (na minha época era no máximo uma tv de 20&#8243;), tablets, etc&#8230; Mas o mais importante: uma escola cheia de calor humano, em que ela poderá crescer nela e cursar da educação infantil ao ensino médio, assim como foi comigo. E, desta forma, criar vínculos fortes com os amigos, como também aconteceu comigo&#8230;</p>
<p>Contou para a escolha: distância &#8211; um pulinho de casa, com direito a trânsito livre, sem engarrafamentos; horário &#8211; manhã, uma vez que já havíamos entrado numa rotina de horários semelhantes à que terá ao estudar pela manhã; preço &#8211; justo para o porte da escola;  plano pedagógico &#8211; Pedagogia de Projetos; estrutura física da escola &#8211; salas amplas, claras e arejadas, com 13 aluninhos/turma e 2 professoras; rotina &#8211; banho de sol no parquinho de areia, com animaizinhos para ver com direito a banho depois da brincadeira, tomado na própria sala de aula num  super espaço; acolhida &#8211;  fui várias vezes  na escola e sempre recebida com sorriso e pelo nome. Levei Mirela lá várias vezes antes mesmo de ser matriculada e passou quase  manhãs inteiras conhecendo a salinha de aula, brincando no parquinho, vendo os animais, os peixinhos, adorou! A avó também aprovou. Papai Ju, se apaixonou pela escola só em ouvir falar, mas fez questão de fazer uma visita também.</p>
<p>Ainda no período de análise, fui a uma palestra sobre educação oferecida aos pais de aluno &#8211;  já me considerando um deles. Mirela foi convidada para as festividades do Dia da Criança, e lá fomos nós&#8230;Enfim, procuramos fazer um vínculo mesmo antes de efetivar a matrícula. Resultado: Mirela é conhecida por todas as professoras da educação infantil e o pessoal da supervisão e coordenação, a quem ela faz questão de chamar pelo nome e dar tchau a todos antes de ir embora.</p>
<p><strong>A adaptação&#8230;principalmente, dos pais&#8230;</strong></p>
<p>Antes das aulas começarem, pensávamos que a grande tarefa de participar da adaptação de Mirela na escola caberia a mim, apesar do pai ter feito questão de tirar férias bem no início das aulas para poder acompanhar de perto também. As aulas começaram ainda em janeiro, e o primeiro dia foi exclusivo para as crianças do Infantil II e Infantil III, podendo os pais acompanharem de perto, tirar fotos, filmar, enfim, foi um primeiro contato oficial dos aluninhos e os pais, todos juntos, conhecendo e curtindo a escola. Com os pais juntos, para todos era só festa.</p>
<p>Segundo dia, ainda se permitiu a entrada dos pais, até mesmo os dois, mas percebi que Mirela começava a sofrer duplamente quando nos afastávamos: por mim e pelo pai. Nesse dia falei para meu marido: amanhã venho só eu, ok?</p>
<p>Terceiro dia, a iludida aqui achou que conseguiria deixar Mirela sozinha, mesmo chorando, mas o rebento não desgrudou daquela a quem passou 9 meses ligada por um cordão umbilical&#8230;Sequer desceu do meu colo, apesar de não querer ir embora. Saí da escola chorando pela tentativa frustrada e com uma decisão: passar a bola para o papai JU talvez fosse a melhor solução.</p>
<p>Quarto dia: Mirela foi só para a escola com o pai. Eu fiquei em casa chupando o dedo. A supervisora fez pessoalmente um trabalho incrível para a adaptação de Mirela, que teve sucesso com a colaboração do pai e a ausência da mãe (mãe chora neste momento de dura reflexão)&#8230;</p>
<p>Quinto dia: Mirela entra no carro chorando e exigindo minha presença. Fui com ela e o pai, mas só o pai desceu para ficar com ela. Voltei para casa e depois fui buscá-los. A partir daí decidimos qual seria a melhor logística que segue até hoje, sexta semana de aula: vamos sempre juntos deixá-la na escola, porém apenas o pai desce para levá-la até a sala. Conforme ela mesmo diz: &#8220;mamãe vem buscar!&#8221;.</p>
<p>Segunda semana: proibida veementemente a entrada dos pais. Papai Ju, ainda de férias, se nega, porém a sair da escola e resolve ficar de plantão na área externa (com mais meia dúzia de mães também inseguras). A supervisão se encarrega de confortar estes pais desesperados de instante em instante falando como seus filhos estavam se comportando. Mirela estava tão bem que tiraram fotos dela brincando, no colo da professora, etc, imprimiram e entregaram ao pai, para ele acreditar, pasmem!</p>
<p>Terceira semana: pai voltou a trabalhar, mas a logística continuou, com a diferença que depois de deixá-la ele foi trabalhar e quis me deixar de plantão na escola. Vendo que mais nenhuma das mães da categoria desesperadas estava lá, me recusei a fazer este papelão, e ganhei o rumo da rua. Voltei para buscá-la, recebi o feedback de uma manhã tranquila e ponto final. Estava concluída a adaptação de Mirela. Quer dizer, faltava só parar de chorar ao sair dos braços do pai para a professora ao chegar, mas isto foi resolvido sabe quando? Depois do carnaval! Isso mesmo! Quando todos pensavam que depois de 5 dias sem aula ía começar tudo outra vez, ela nos surpreende com um &#8220;tchau, papai! beijo!&#8221;, virando as costas e indo para o colo da tia, sem chorar&#8230;O pai voltou pro carro embasbacado e chorando: &#8220;pronto, agora foi de vez!&#8221;. E eu, orgulhosíssima da minha pequena estudante!</p>
<p><strong>Cordões cortados, novos e importantes laços afetivos se formam</strong></p>
<p>Mirela ama a escola. Fala encarrilhados os nomes de suas cinco queridas: as duas professoras, a supervisora e as duas coordenadoras. Ama todas! Chega a ficar brincando ainda por meia hora na escola depois que vou buscá-la. Adora vestir e mostrar a farda, a mochila, a lancheira, seus trabalhos manuais que eu faço questão de exibir em seu quarto. Adora o tio da aula de musicalização; adora a aula de música, a contação de história no pátio, as festinhas que já rolaram. Vê e revê os vídeos que fizemos dela no primeiro dia e na festa de carnaval, fala o nome dos amiguinhos, estranha se não é dia de ir para a aula&#8230;</p>
<p>Enfim, com muito carinho e esforço mútuo, conseguimos vencer todas as etapas da adaptação e eu estou adorando esta nova fase de preparar mochila, ajudar a fazer tarefinha, ler a agenda para saber quais foram as atividades&#8230;é tudo de bom. Mas confesso que se pudesse ser uma mosquinha ficaria lá na sala só para ver e curtir de perto seus novos relacionamentos e aprendizado&#8230;</p>
<p>Ela está plenamente adaptada&#8230;e eu? =/</p>
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